O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 27/06/2022

“O empreendedorismo é a força motriz do crescimento econômico”. Seguindo essa ideia do economista austríaco Joseph Schumpeter, o empreendedorismo digital tem se destacado como expoente colaborador para o desenvolvimento da atual economia brasileira. A partir disso, é essencial discutir o comércio digital como importante alternativa para o crescimento socioeconômico e a histórica negligência estatal ligada à educação como obstáculo para os benefícios dessa modalidade comercial aos empreendedores digitais do país.

Sob essa ótica, a princípio, destacam-se os benefícios proporcionados pela atividade empreendedora nas mídias digitais. Nesse viés, cabe mencionar, entre os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável propostos pela Organização das Nações Unidas, o crescimento econômico. Isso posto, o empreendedorismo digital colabora com esse propósito, uma vez que proporciona aos empreendedores novos espaços para trocas comerciais e a dinamização da interação com seus clientes. Com isso, o crescimento das empresas nacionais pode ser impulsionado, e a demanda de novos empregos na área digital torna-se cada vez maior, o que beneficia todo o corpo social brasileiro.

Contudo, a histórica negligência do Estado em oferecer educação financeira dificulta a ascensão de futuros empreendedores digitais. Sobre isso, conforme o sociólogo Edgar Morin, a educação não acompanhou o desenvolvimento sociocultural, muito menos o tecnológico e o econômico. Nesse sentido, a ausência de matérias como educação financeira e empreendedorismo digital nas escolas impossibilita muitos cidadãos de desenvolverem ideias e perspectivas relacionadas a esse novo mercado. Assim, o Governo descumpre o acordo estabeleciado pela ONU, e os benefícios do comércio virtual se distanciam da realidade brasileira.

Portanto,a fim de garantir o desenvolvimento socioeconômico no Brasil e cumprir o acordo internacional da Nações Unidas , urge que o Ministério da Educação, principal agente investidor nessa área, promova a inserção de matérias de empreendedorismo digital e finanças nas escolas brasileiras. Essa ação seria feita por meio de uma reformulação na Base Comum Curricular e contaria com participação de economistas, que tratariam a melhor forma de por isso em prática.