O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 23/08/2022
“Os negócios vão mudar mais nos próximos dez anos do que mudaram nos últimos cinquenta anos”, com essa afirmativa fica nítido que Bill Gates, empreendedor e criador da Microsoft, percebeu a significativa mudança no atual cenário global, incluindo no Brasil, graças ao meio digital, visto que é uma nova tendência de mercado. Apesar disso, essa evolução inevitável, traz consigo uma grande problemática, a ser combatida: a falta de conhecimento sobre esse ambiente digital.
Torna-se importante salientar, primeiramente, o pensamento defendido por Milton Santos, no livro “Natureza e Espaço”, onde o mesmo afirma que vivemos em um período de novas redes técnicas, que permitem a circulação de ideias, mensagens, pessoas e mercadoria num ritmo acelerado. E isso é mais claro, por exemplo, ao observar empresas como Netflix e Uber, que possuem uma ampla acessibilidade na internet, com alta capacidade de se conectar digitalmente com seu público consumidor. Como consequência disso, observa-se que o mercado online vem crescendo muito, uma vez que esse meio digital dispõe de boas condições de trabalho e facilidades para começar um investimento, mesmo do zero.
Segundo o economista Joseph Schumpeter: é preciso preparo disciplinar, com habilidades técnicas para produzir e organizar recursos financeiros e operações internas, além de ligar muito com vendas. Por mais que esteja correto esse pensamento, isso não se aplica a realidade brasileira. Já que segundo dados retirados pelo E.BRICKS, os jovens e os idosos são as faixas etárias mais afetadas, uma vez que a educação brasileira não prepara esses para empreendedorismo digital. Logo, é urgente uma solução desse dilema.
Sendo assim, cabe o debate acerca do empreendedorismo digital no Brasil para uma sociedade empreendedora. E para contornar essas problemáticas, cinge ao Estado, em parceria com o Mistério da Educação, investir na criação de espaços ou disciplinas escolares e no ensino superior, com o intuito da formação e capacitação dos jovens e idosos para o meio digital e outras práticas imprescindíveis para prepará-los para a competitividade mercantil. Dessa forma, a afirmação de Joseph, será uma realidade brasileira.