O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 19/08/2022
Em um de seus poemas, Carlos Drummond de Andrade cita: “Tinha uma pedra no meio do caminho”, metaforizando os desafios que impedem o pleno desenvolvimento do bem-estar social. Correlativamente, no Brasil hodierno, a instabilidade econômica configura-se como obstáculo no conquista legítima do bem comum, uma vez que empresários necessitam cortar gastos para manter os empreendimentos, que estão migrando para o setor digital. A partir disso, é válido inferir que a lenta mudança de mentalidade da população, bem como a omissão governamental estão entre as principais premissas agravantes desse quadro.
Em primeiro aspecto, é notório que muitos citadinos optam por lojas físicas para realização de compras. Porém, o crescimento das redes sociais e programas de pagamento eletrônico, como o PIX, do Banco Central Brasileiro, aproximam os consumidores dos empreendedores digitais que não necessitam de taxas como aluguel e funcionários em meio as crises. Assim sendo, precisa-se mitigar essa mazela do pensamento oposto ao digital para que o país se desenvolva economicamente.
Outrossim, as autoridade públicas não têm dado a devida importância para esse assunto, visto que há escassas tentativas, por parte desse órgão, de propugnar os diretos civis. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Rousseau, o Contrato Social estabelecido entre instituições públicas e privadas requer participação de ambos no combate a obstáculos sociais. Assim sendo, a Federação deve propor leis que protejam os consumidores e incentivem os empreendimentos na área digital.
Torna-se improtelável, portanto, desconstruir problemas e propor medidas solutivas. Em visto disso, cabe os sindicatos, por meio das redes sociais - detentoras de maior abrangência nacional - criarem ficções engajadas com urgência, as quais divulguem a confinaça de seus afiliados em empresas digitais para a venda de produtos, além de auxiliar para que os cidadãos não caiam em fraudes. As ações supratidas têm o fito de mudar a perspectiva da população no que tange os pagamentos e compras virtuais. Somente assim, conseguir-se-à retirar a “pedra do caminho” citada por Drummond.