O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 03/08/2022

Na obra “Belo mundo, onde você está”, a autora Sally Rooney aponta ao leitor as idiossincrasias daqueles que vivem na hodiernidade. Embora a contemporaneidade apresente avanços nas áreas trabalhistas, acaba, também, trazendo novos desafios, como os enfrentados pelos empreendedores digitais no Brasil. Tal fator é demonstrado na falta de legislações especificas ao setor. Assim, faz-se necessário analisar os alicerces que sustentam os entraves relacionados ao mercado online, a aludir, a omissao do Estado e a carência de visibilidade sobre a questão, no sentido de desbancar tais bases prejudiciais.

Primeiramente cabe examinar a relação do Estado com o empreendedorismo digital. Isto posto, a ausência de leis que valorizem e resguardem esse novo grupo é a realidade do pais, resultando na fragilização desses trabalhadores. Sob esse viés, J. Rawls afirma, em seu livro “Uma teoria de Justiça”, que um governo titulado ético é aquele que concede atenção a todos os setores público. Nesse contexto, torna-se evidente que o Brasil não é exemplo ao pensamento do teórico, visto que negligencia as dificuldades enfrentadas pelos trabalhadores digitais, portanto, a excassez de direitos trabalhistas enfraquece esse grupo laboral.

Em segundo lugar, é conviniente destacar a nítida invisibilização da pauta no campo social. Nesse tocante, a “Teologia do traste”, elaborada por M. Barros, tem como principal característica perceber as situações frequentemente esquecidas e ignoradas como. Acerca dessa lógica, compreende-se que o imaginário brasileiro não segue tal perspectiva, visto que o debate sobre os colaboradores digitais segue distante das pautas comumente vivenciadas, contribuindo, então, para a naturalização de ações que deveriam ser problematizadas.

Portando, urge que medidas sejam tomadas para coibir tal entrave. Para isso, o Ministério do Trabalho deve direcionar sua atenção e recursos para a construção de leis voltadas ao mercado online, elaboradas por profissionais especializados em empreendedorismo digital. Destarte, cabe ao Ministério da Educação promover debates nas universidades, ministradas por trabalhadores digitais, sobre a importância de empreender digitalmente. Portanto, assim, tais bases prejudiciais se