O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 07/10/2022
Por volta de 1500, iniciou-se o período das Grandes Navegações, quando os eu-ropeus começaram a explorar os oceanos nunca antes desbravados. Outrossim, in-vestidores financiam cada vez mais o empreendedorismo digital no Brasil, um mar de oportunidades que surgiu com o avanço tecnológico. Desse modo, o empreen-dedorismo digital é uma importante área para o país, visto que é, ao mesmo tem-po, solução para crises sociais e um campo que prejudica a saúde mental de todos.
Em primeiro lugar, vários são os fatores que indicam que o empreendedorismo digital é a resposta para diversos problemas sociais. Dentre eles, destacam-se: a fa-cilidade do indivíduo iniciar sozinho um negócio no espaço online, a comodidade que esse ambiente fornece aos comsumidores e o crescimento no comércio eletrô-nico, que, de acordo com a Associação Brasileira de Comercio Eletrônico (ABCom), tende a crescer mais de 80% em 2022. Nesse sentido, vale ressaltar que tudo isso contrubui para a geração de empregos e dinheiro para o povo ao dinamizar um se-tor recente da economia. Portanto, o desenvolvimento do empreendedorismo digi-tal durante a pandemia de COVID-19 é a prova de que esse setor ajudou no contro-le da crise, especialmente no campo dos trabalhos e serviços.
Além disso, os investimentos digitais podem gerar problemas de saúde mental ao jovem empreendedor. Nesse contexto, Byung-Chul Han, folófoso sul-coreano, defende que o excesso de positivismo nas redes sociais gera uma cobrança indivi-dual tão intensa que forma uma sociedade de depressivos. Assim, na visão do pen-sador, o campo do empreendedorismo se trata de um caso em que problemas de saúde mental são comuns, pois ele se constroí por meio de anúncios que pregam a ideia de que o sucesso do investimento depende unicamente da vontade pessoal, o que é nitidamente enganoso. Então, como consequência disso, a cobrança indivi-dual frente a um possível fracasso financeiro é forte e dolorida.
Em suma, fica clara a necessidade de mudar a situação. Para isso, o Ministério da Economia deve financiar programas de conscientização sobre a temática, por meio das redes sociais, com a finalidade de eliminar a intensa cobrança individual que o setor fomenta. Somente assim, como os navegadores portugueses, os empreendedores alcançarão as riquezas do “Novo Mundo”.