O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 18/10/2022

Desde o descobrimento do Brasil, no século XVI, a prática de negociar esteve pre-sente nas relações do país, evidenciada nas trocas entre os portugueses e os índi-os, nomeada de escambo. Em concordância a tal fato, a medida que a humanidade evoluiu, o homem criou outros métodos de fazer negócio, de modo a expandir o público comprador, como o comércio on-line. Assim, torna-se pertinente abordar a capacidade de alcance e a desigualdade de acesso à internet para entender a van-tagem e o desafio do empreendedorismo digital no Brasil.

A princípio, é válido explorar a utilidade do método de compras virtuais para uma maior abrangência de compradores. Nessa perspectiva, com o surgimento da inter-net, durante a Guerra Fria, a sociedade começou a experimentar um novo mundo: o virtual. Com efeito, o que antes tinha sido criado com intuito militar, hoje tem di-versos outros objetivos, uma vez que possibilitou a conexão simultânea de pessoas em lugares e horas diferentes. Isso demonstra que o negócio on-line tem o diferen-cial de alcançar diversos públicos e, inclusive, sair da esfera nacional e atingir indi-víduos em outras partes do mundo. Destarte, nota-se que o empreendedorismo di-gital carrega a vantagem de um maior alcance de público alvo.

Além disso, é mister discorrer a adversidade por trás do modelo de compras na internet. Nesse sentido, o livro “Vidas Secas” de Graciliano Ramos aborda a vida de uma família no sertão nordestino brasileiro e a respectiva dificuldade para arrumar um local para dormir e algo para comer. Isso resplandece que em muitos lugares do país as pessoas não têm nem acesso à moradia e à alimentação, que são quesi-tos básicos para a vida, quanto mais à internet. Ademais, essas pessoas nem celu-lar têm e, muitas vezes nem sabem ler, o que demonstra que ter acesso a internet é algo ainda muito elitizado. Logo, entende-se que um desafio para o empreende-dorismo digital no Brasil é a desigualdade de acesso ao meio virtual.

É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para atenuar o óbice em te-se. Então, cabe ao Governo Federal a garantia das necessidades básicas pelas pes-soas mais carentes, por meio de um desvio orçamentário para os locais mais des-providos, com planejamentos de distribuição de renda, para que tenham qualida-de de vida. Assim, haverá um maior “escambo” digital entre as várias classes.