O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 21/10/2022

Com o advento da internet e impolsionada pelo isolamento social recente que a pandemia de COVID-19 impõe, a necessidade de estabelecer relações interpessoais de forma “online” cresce vertiginosamente. Nesse contexto, é evidente o papel cada vez mais relevante do empreendedorismo digital na renda de muitos brasileiros. No entanto, essa parcela da população ainda encontra uma série de desafios, seja relacionados a desconfiança de clientes, seja ligados a falta de incentivo.

Convém, a princípio, acusar a insuficiência do Marco Civil da Internet, aprovado em 2014, no combate às fraudes do ambiente virtual. Apesar da imporância inegável dessa legislação - que impõe normas específicas às mais variadas plataformas - ela é desvinculada de uma fiscalização rigorosa. Sem tal cobrança, crimes dessa esfera são facilitados, a exemplo do “catfish”, que consiste em se passar por outra pessoa na internet usando o véu do anonimato. Por consequência disso, cria-se um sentimento de desconfiança dos cliente sobre a segurança do serviço oferecido, o que desestimula ainda mais essa nova forma de trabalho.

Além disso, esse tipo de negócio ainda é desconhecido e estranho a muitos. Sob a ótica de Gilberto Dimenstein, renomado jornalista brasileiro, só há opção quando se possui informação. Seguindo essa mesma linha, é fulcral que tal tema seja desembaraçado e esclarecido aos brasileiros, o que os incentivaria a consumir mais produtos do empreendedorismo digital, como cursos “online” e lojas de roupas. Dessa forma, essa atividade seria impulsionada, diversificando a economia e gerando tanto clientes quanto ávidos empreendedores.

Em suma, a fim de manter viva essa economia, deve-se combater a impunidade e informar os brasileiros devidamente. Nesse sentido, além da aplicação de multas aos “sites” que não se comprometerem com a identificação de perfis falsos e possíveis golpes, cabe a mídia a tarefa de abordar o assunto de forma elucidativa.

Isso deve ser feito por meio de documentários e noticiários, os quais podem, por exemplo, convidar especialistas sobre o assunto, bem como empreendedores de primeira viagem, visando incentivar essa prática no nosso país. Talvez, assim, possa prosperar uma nova forma funcional e moderna de negócio no Brasil.