O empreendedorismo digital em questão no Brasil

Enviada em 25/10/2022

A minissérie “Dropout” retrata o investimento arriscado, no mercado laboratorial, de uma jovem mulher, que transformou-se em uma fraude bilionária. Paralelo a isso, o âmbito do empreendedorismo digital no Brasil apresenta entraves até alcançar o sucesso. Essa realidade se deve, essencialmente, à alta concorrência e à falta de conhecimento técnico.

A priori, a diversidade de ofertas no comércio digital provoca uma percepção errônea, geralmente, na escolha pelos clientes. Consoante o filósofo norte- americano Skinner, em sua teoria conhecida como teoria comportamental, os seres humanos agem de acordo com suas vivências, ou seja, estamos em constante modificação desde o momento em que nascemos até a nossa morte. Sob tal ótica, empresas utilizam algoritmos para modelar a maneira de pensar dos consumidores, em prol do auto-benefício destas no comércio. Dessa forma, o algoritmo digital e publicitário visa, constantemente, camuflar o real custo-benefício dos produtos, visto que o poder atrativo do preço pode influenciar os compradores a deixarem em segundo plano a qualidade da mercadoria.

Ademais, o comércio digital é um investimento de altos riscos para os empreendedores sem conhecimento. Segundo o filósofo Voltaire, educar mal um homem é dissipar capitais e provocar perdas para a sociedade. Nesse viés, a protagonista de “Dropout”, não conseguiu alcançar o êxito de forma legal e recorreu à aplicação de fraudes para recuperar seu prejuízo, causado pela falta de experiência. De maneira análoga, essa falta de sucesso acontece com diversos líderes, sobretudo jovens, devido à inexperiência, acrescida de uma educação financeira deficitária, suscitando danos, inclusive, aos consumidores, os quais negociam com vendedores sem conhecimento técnico.

Convêm, portanto, trâmites para a erradicação da problemática acerca do empreendedorismo digital. Logo, o Ministério das Comunicações deve despertar o senso crítico dos clientes, por meio de campanhas elucidativas que vis