O empreendedorismo digital em questão no Brasil
Enviada em 04/11/2022
A recente pandemia do Covid-19 foi um imbróglio período crise financeira e social no Brasil, visto que o isolamento da população gerou uma onda desemprego. Porém, com essa realidade, surgiu a possibilidade de se reinventar atráves do empreendorismo digital que, por ultrapassar barreiras e promover a praticidade, cresce cada vez mais no país. Sob esse enforque, torna-se urgente discutir a importância dos meios digitais no novo cenário do comércio, juntamente com os percalços da elitização dessa nova forma de negócio.
De início, é necessário entender o caráter revolucionário da internet no processo de empreendorismo do mundo hodierno. Tal situação é debatida pela cientista da computação Grace Hooper, a qual afirma que a tecnologia é a força motriz imperativa do período contemporâneo. Nesse sentido, o meio digital, por encurtar distancias, promover novas formas de ‘‘marketing’’ e ter o poderoso alcance de novos clientes, transfigura o comércio atual e possibilita um resultado financeiro positivo para o empreendor. Dessarte, como reflexo desse novo cenário de possibilidades e praticidade, o ‘’e-commerce’’ tende a ser o negócio do futuro.
Ademais, cabe analisar que a persistente desigualdade social e financeira do país suscita a exclusão de inúmeros indivíduos desse novo mundo do comércio. Isso ocorre, porque, como abordado pelo geógrafo Milton Santos, os adventos da evolução tecnológica não ocorrem para todos, mas somente para aqueles que estão no topo das relações de poder.Sob essa ótica, é percepitível que os indivíduos de camadas sociais vulneráveis tendem à não possuir ferramentas digitais para participar desse empreendedorismo, ficando à margem do processo.
Desse modo, diante dos fatos supracitados, urge que o Governo federal democratize o empreendedorismo digital a partir da promoção de centros comunitários de comércio virtual -localizados nas mais diversas comunidades e interiores do país- que contenham computadores, tablets, wifi e salas de reunião para o uso da população . Tais centros devem também oferecer aulas e palestras com especialistas em mercado digital, economistas e técnologos que ensinem o indivíduo a empreender de forma estratégica e segura, a fim de fomentar o comércio digital para todos no país. E, assim, mitigar a realidade miltoninana.