O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 18/09/2019

De acordo com o filósofo suíço Jean-Jacques Rousseau, a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável. Essa visão é facilmente observada no hodierno cenário global, sobretudo no Brasil, quando analisado a situação do empreendedorismo social, que não é explorado de forma conveniente aos mais pobres. Isso ocorre ora pelas exigências cobradas pelos bancos na solicitação de credito, ora pela falta de suporte do governo nesta área. Assim, há de ser analisado tais fatores, a fim de que se possa liquidar esse problema de cunho social, que assombra a população do século XXI.

Sob esse viés, pontua-se a falta de conscientização  dos grandes bancos como um empecilho à consolidação de uma solução. Conforme o economista britânico Adam Smith, a riqueza de uma nação se mede pela riqueza do povo e não pela riqueza dos príncipes. De maneira análoga, a dificuldade dos mais necessitados ao solicitar crédito para abrir um negócio faz com que a economia continue na mão dos ricos. Isso porque, de acordo com o portal de notícias G1, o Brasil têm as maiores taxas de juros e burocracia, cobrados pelos bancos. Logo, o brasileiro para abrir um novo negócio têm que passar por um processo lento, ineficaz e ter que deixar seus bens como garantia, o que dificulta a novos negócios surgirem, elevando o desemprego e aumentando a dependência econômica dos mais pobres.

Do mesmo modo, destaca-se a falta de apoio do governo como um fator limitante para chegar a raiz do problema. Conforme o ativista político Martin Luther King, quem aceita o mal sem protestar, coopera com ele. Sob o mesmo ponto de vista, o pouco trabalho do governo para incentivar projetos de empreendedorismo social, faz com que falte investimentos privados nesta área. Dessa forma, o grande empresário não vê vantagem em trabalhar para a sociedade e, por exemplo, projetos de saneamento básico em áreas carentes que seriam financiados com recursos privados, por empresas que tivessem algum benefícios do governo, não são concretizados.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É fundamental, em vista disso, que o Ministério do Desenvolvimento Social em parceria com Multinacionais, proporcionem a criação de leis a serem aprovados pelo Senado Federal, que diminuam taxas de juros e burocracia de bancos, para a obtenção de crédito pelo pequeno investidor - esses créditos serão assegurados por multinacionais parceiras, que analisarão os riscos das propostas e expectativas de crescimento. Aliado a isso, é necessário  diminuir impostos de empresas que façam investimentos em projetos sociais como levar água potável, luz elétrica e saneamento básico a comunidades carentes. Só assim, Rousseau estará errado e a sociedade será mais justa e solidária.