O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Nos últimos anos, o empreendedorismo social tem se destacado, pelo fato de ser um ramo do capitalismo que visa a mudança de alguma realidade e a resolução de problemas enfrentados pela sociedade. Nesse ínterim, o combate à pobreza se torna evidente e promissor. Logo, é necessária a discussão acerca das atuações dessa nova área e do que dificulta tais iniciativas, as quais estão diretamente ligadas à luta contra a paupérie no Brasil.

Em primeiro plano, vale ressaltar a importância desse empreendimento para o desenvolvimento sustentável da população carente. Nesse sentido, sobressaem-se algumas empresas que, nos últimos anos, têm investido em setores carentes do corpo social, dos quais a educação está inserida. Tais empresas, promovem uma maior democratização de recursos que, outrora, era praticamente inviável ,sem muito dinheiro - como é o caso da Geekie e a Khan Academy. Essas, por sua vez, oferecem educação gratuita e de boa qualidade, via internet, para aqueles que não têm condições financeiras de estudar. Por essa razão, é possível qualificar positivamente os investimentos dessas empresas no que se refere à mudança na realidade de muitas pessoas.

Em segundo lugar, cabe salientar, também, as dificuldades enfrentadas pelos empreendedores sociais no Brasil. Sob essa perspectiva, é válido mencionar uma das principais causas que impedem a fluidez desse processo - a burocracia. Tal característica, intrínseca de um Estado no qual a liberdade econômica é insuficiente,  prejudica a possibilidade de maiores investimentos no setor social, visto que o mercado é regido pela lei da oferta e da procura, descrito por Adam Smith, e assim, sofre impactos significativos com a intervenção estatal. Faz-se imprescindível, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Em suma, são necessárias medidas que atenuem as dificuldades do empreendimento social, de modo a este alcançar maiores resultados que cooperem com a luta contra à pobreza na nação brasileira. Para tanto, cabe ao Legislativo, por meio de resoluções constitucionais, criar emendas e códigos que desobstruam  a economia,  a fim de facilitar o processo empreendedor. Além disso, os empreendedores desse ramo precisam cobrar do Estado a sua liberdade, por meio de iniciativas sindicais, para que, dessa maneira, o combate à pobreza no Brasil possa ser contínuo e o seu destaque no mercado, prolongado.