O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 03/09/2019
Na série “2 Broke Girls”, duas garçonetes buscam abrir uma loja de cupcakes para melhorar as condições de vida, porém, o negócio não prospera facilmente. Fora da ficção, não é diferente, pois muitas pessoas tentam abrir seus negócios e não obtêm sucesso por não possuírem uma certa capacitação. Nesse contexto, deve-se analisar que o pouco incentivo educacional e a desigualdade dificultam o empreendedorismo no Brasil.
De início, é importante destacar que o pouco conhecimento a repeito do empreendedorismo é um agravante da problemática supracitada. Para o economista Schumpeter, os empreendedores são o coração do capitalismo, pois é por meio de suas inovações que surge concorrência de mercado. No entanto, a maioria dos brasileiros não têm incentivo à educação empreendedora e recebem poucas informações acerca do tema durante a vida. Logo, apesar de haver idéias bastantes inovadoras, poucas têm uma vida longa devido a falta de instrução dos seus idealizadores.
Além disso, a desigualdade social também contribui para o problema. Embora algumas pessoas possuam idéias com grande potencial, nem todas têm demanda para investir e fazê-las darem certo e quando dão, funcionam de maneira informal – segundo o SEBRAE, mas de 70% dos empreendimentos no Brasil agem na informalidade – ou seja, sem regularidade fiscal ou cobertura da previdência. Assim, os empreendedores encontram dificuldades diante da baixa condição financeira e da burocracia e altos custos para poder empreender em formalidade.
Portanto, ficam claros os fatores que dificultam o empreendedorismo no país. Em razão disso, cabe ao Ministério da Economia em conjunto com o MEC realizar palestras nas escolas para o público em geral, objetivando o engajamento das pessoas acerca do assunto e o incentivo aos jovens a desde cedo desenvolverem sua criatividade empreendedora. Ademais, o Governo Federal deve rever os altos custo que os micro-empresários precisam pagar para seu negócio funcionar, a fim de incluir mais pessoas. Dessa forma, corrobora-se a cultura do empreendedorismo no Brasil.