O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 27/08/2019

No longa-metragem “O menino que descobriu o vento”, é exibida a história de um garoto chamado William Kamkwamba, que vive numa região pobre africana que enfrenta problemas como a seca e a fome. Em uma pequena biblioteca local, Kamkwamba aprende sobre engenharia e energia eólica, a partir desses estudos ele constrói um sistema de moinho e de bombeamento de água que transforma a vida dos moradores de sua aldeia. Fora da ficção, é possível perceber uma relação entre a idéia retratada na obra e a mudança social decorrente da mesma, sendo o empreendedorismo uma forma inovadora de transformação social e combate à pobreza que deve ser incentivado na busca de novas soluções para os problemas da sociedade.

Segundo pesquisa realizada pela GEM (Global Entrepreneurship Monitor), Brasil chegou a 38% na TTE (Taxa de Empreendedorismo Total). O número indicado pela pesquisa significa que em torno de 52 milhões de brasileiros possuem um negócio próprio. E esse número só tende a aumentar. Na pesquisa realizada em 49 países, o Brasil se sai muito bem. Quando considerado os países do BRICS, o Brasil se encontra com a maior taxa. Esses dados representam como a população brasileira tem a ambição do crescimento no mercado de trabalho. Dessa forma, é possível perceber como essa mudança tem relação com o desenvolvimento social, algo que deve ser incentivado, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida do brasileiro.

A obra “Habitus” do filosofo Pierre Bordieu demonstra que a reprodução de comportamentos se dissemina para a geração, o que, fatalmente, incentivara os indivíduos a adotarem tal pratica como correta, logo se receber uma base de incentivo mais solida hodiernamente, o empreendedorismo será mais praticado, e ele serve como equilíbrio do corpo social, tendo em vista que incita a geração de empregos e conseqüentemente oferece mais condições para a população economicamente ativa, o que contribui diretamente para o melhoramento da condição de vida de classes sociais menos favorecidas.

Portanto, é de grande importância buscar meios de estimular o empreendedorismo no Brasil. Para isso, o governo com o apoio de grandes empresas, e auxilio de canais midiáticos deve elaborar a criação e divulgação de um projeto de incentivo do empreendedorismo, dando apoio ate mesmo as classes mais inferiores para que até os mesmos possam ingressar no ramo. Ademais, segundo N.Mandela, “A educação e a maior arma para mudar o mundo.” Logo Ministério da Educação, deve promover uma campanha de valorização do empreendedorismo nas escolas para que no futuro as novas gerações possam contribuir pelo intermédio de idéias inovadoras para o mercado.