O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 29/08/2019
A História afirma, em 1956, Juscelino Kubitschek assumiu a presidência do Brasil e, com seu “plano de metas”, permitiu que grandes empresas, como a Ford, se estabelecessem aqui. Entretanto, apesar de ter sido um avanço para economia da época, muitos problemas atuais, entre eles a desigualdade social, são oriundos dessa desvalorização do comércio nacional. Em virtude a isso, cabe analisar mais profundamente a questão relacionada à pobreza no Brasil.
É axiomático que o capitalismo esta entre as causas da permanência da pobreza no Brasil. Desde o século XVI, ganha força e, assim, controla o comércio mundial com o seu único objetivo: o lucro. Como exemplo dessa dominação, os logotipos das grandes multinacionais, como o Google e a Coca-Cola, são reconhecidos por um vultoso contingente de pessoas em diversas partes do mundo. Entretanto, como afirmou o físico Albert Einstein, “a verdadeira fonte de todos os males da humanidade é o capitalismo”. Com isso, é possível estabelecer uma ligação entre esse sistema e os índices de pobreza no país, que atingem 20% da população brasileira atual, segundo o Banco Mundial.
Cabe salientar, outrossim, que , outro empecilho corroborado da desigualdade social no país é o desemprego. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a taxa de brasileiros sem emprego, em 2018, foi de 12,5%. Fato este pode ser explicado pela desvalorização dos pequenos empresários, como os feirantes, que enfrentam dificuldades em competir o mercado com as multinacionais e não conseguem manter seu negócio, o que leva ao fechamento de sua empresa e desvaloriza o comércio local. Desse modo, muitas pessoas perdem seu emprego e não conseguem sustentar a si próprio e nem sua família, o que ocasiona um ciclo vicioso de fome e miséria.
Diante do oposto, medidas são indispensáveis para solução do problema. Com o intuito de valorizar o pequeno empreendedor e estabelecer uma boa economia nacional, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento deve proporcionar ações semanais que contribuam com a venda de seus produtos, como a realização de feiras (alimentares e artesanais, por exemplo) em praças públicas de todo o país. Além disso, com o mesmo objetivo, o próprio consumidor, na compra de qualquer mercadoria, deve dar preferência por produtos de empresas nacionais. Somente assim, o Brasil será menos desigual em questões tanto econômicas quanto sociais.