O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 30/08/2019

Desde o advento da Revolução Industrial no século XVIII, a sociedade é desafiada a lidar com mudanças e adaptações. Hodiernamente, tal desafio revela-se na necessidade de superar os entraves do empreendorismo social para combater a pobreza no Brasil, o que continua a permear a convivência cidadã, devido à deficitária incrementação legislativa e à perpetuação  de uma cultura individualista. Diante disso, é preciso conhecer os diversos estigmas desse problema, na propensão de solucioná-lo.     Em primeira instância, vale  pontuar, sob a ótica jurídico-normativa, que a persistência dos índices de pobreza possui estreita relação com a inaplicabilidade das leis estabelecidas pela Carta Magna de 1988, a qual garante estritamente o pleno direito à alimentação e aí desenvolvimento de produção alimentícia. Essa conjuntura é corroborada pelo fato de tais normas apresentarem ainda falhas, deixando esses indivíduos desamparados, evidenciando, assim, a face de um governo sem atitudes vigentes para desenvolver programas de invocação social, como o empreendedorismo e o protagonismo social. Nesse sentido, em um artigo publicado pela Folha de São Paulo, o jornalista Élio Gaspari afirma que a recorrência dessa circunstância se deve à fragilidade da máquina jurídica do país. Logo, a reversão desse paradigma configura-se como importante dever político nacional.

Em semelhante proporção, a cultura individualista é um mecanismo intenso desse impasse. Isso porque o passado histórico ainda repercute no meio social, congeminando  a inércia do sodalício mediante situações deturpadoras, como delimitar os direitos de uma minoria, todavia revogados às vítimas da pobreza, ultrajada pela mentalidade notadamente errônea, fruto da base colonial brasileira. Nessa perspectiva, o filósofo Maquiavel pressupõe que é perigoso libertar um povo da escravidão, apontando, dessa forma, para a imprescindível ruptura desse cenário.

Com efeito,  a falta de atitude do Governo, em paralelo à omissão da sociedade, portanto, são condições diretas para que o grave caso de pobreza ocorra no Brasil. Para superar esse panorama, faz-se necessário que o Ministério da Educação implemente núcleos de debates e divulgação sobre empreendedorismo social como ferramenta para combater os índices de pobreza. À vista disso, deve-se criar dinâmicas de grupos nas escolas, envolvendo alunos e a comunidade, retratando situações reais com busca de soluções, permitindo, dessa forma, uma ação eficaz no tratamento da problemática. Assim, espera-se processos sociais na era industrializada.