O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 06/09/2019

A primeira grande crise do sistema capitalista, em 1929, foi resultado de uma intensa produção e pequeno mercado para comprar. Entretanto, essa questão foi resolvida com a flexibilização do sistema, que ajudou a população a se reerguer, impulsionada pela geração de emprego e pelos estímulos para a produção autônoma. Tais fatos, quando entendidos e, são a base do combate à pobreza.

Em primeira análise, logo após o ano da grande depressão de 1929, Getúlio Vargas assumiu o poder e percebeu a fragilidade econômica do país. Essa percepção levou à criação de uma das maiores empresas petroleiras do mundo, a Petrobrás, ajudada por empréstimos estrangeiros. Com isso, o mercado interno, antes quase inexistente, pôde se desenvolver à medida que novas vagas de emprego foram criadas pela instauração das indústrias. Dessa forma, a ajuda financeira recebida foi capaz de gerar melhorias nas condições de vida dos cidadãos.

Ademais, outra forma de combate à pobreza é o investimento em pequenos produtores. Exemplo disso, é o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNEA), organizado pelo Governo Federal, que além de ser responsável pela alimentação das crianças das escolas públicas, ainda designa 30% dos investimentos à agricultura familiar. Desse modo, vê-se que o apoio ao empreendedor reverte situações as quais poderiam aumentar o índice de pobreza nacional em novas oportunidades para a produção.

Portanto, fica evidente a importância do empreendedorismo social à vida da população. Por isso, além do Estado, grandes empresas, principalmente àquelas criadas com auxílio estatal, devem reverter parte dos lucros à pequenos empreendedores, a fim de que eles se desenvolvam e passem a ser geradores de empregos para que a pobreza brasileira seja enfim combatida. Assim, a população adquirirá, também, poder de compra e episódios como o da crise de 29 serão evitados.