O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 23/09/2019
A República Federativa do Brasil constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como objetivo fundamental construir uma sociedade livre, justa e solidária. Entretanto, a condição de miséria que assola a população impede que parcela dos brasileiros experimente, na prática, a justiça, a liberdade e a solidariedade. Com efeito, o empreendedorismo social é um mecanismo de combate à pobreza que enfrenta muitos desafios.
Em primeiro plano, ainda persiste a extrema concentração de renda no país. A esse respeito, a indiferença das elites com a população marginalizada é responsável por perpetuar as desigualdades sociais e impedir que esta saia da condição de miséria. Assim, mesmo a tentativa de empreender é um processo falho, já que a alta taxa de juros cobrada pelos bancos e a necessidade de garantias reais inviabiliza a abertura de um negócio.
De outra parte, significativa parcela do Poder Legislativo é composta por grandes empresários. Nesse contexto, a negligência do Conselho Administrativo de Defesa Econômica permite que os cartéis e oligopólios dominem o mercado. Desse modo, enquanto as relações pessoais de interesse se mantiverem, o estado democrático de direito e o princípio da isonomia jurídica continuarão a ser violados e os pequenos empreendedores vedados pelas grandes corporações.
Urge, portanto, que o direito à liberdade e à justiça seja, de fato, assegurado na prática, como prevê a Carta Magna de 1988. Nesse sentido, cabe às empresas investir no estímulo ao empreendedorismo, através de palestras, treinamentos e workshops destinados à população em geral, com o objetivo de capacitar o cidadão para o mercado de trabalho. Outrossim, é necessário que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica atue de maneira efetiva, punindo as organizações que violarem o livre comércio, visando permitir que novos negócios possam prosperar. Assim, espera-se contribuir para a formação de uma sociedade mais justa e igualitária.