O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Em determinados momentos do ano são transmitidos, nos canais televisivos de maior alcance nacional, projetos sociais como o Criança Esperança e o Teleton. Esses, por sua vez, são exemplos íntimos do empreendedorismo social, em que as empresas investem financeiramente no desenvolvimento da sociedade. No entanto, percebe-se a existência de alguns impasses frente à investir socialmente e combater a pobreza no Brasil, como o escasso investimento neste novo ramo empresarial e a falta de divulgação deste trabalho socioeconômico.

Em primeiro plano, no período dos desdobramentos da indústria inglesa no século XVIII, a nova classe social emergente - a burguesia - necessitou de arrecadar lucros para o desenvolvimento comercial e urbano, ao passo que inúmeras doenças surgiam pela falta de infraestrutura adequada. Analogamente, na presente vivência brasileira, é notória a permanência de algumas corporações econômicas seguidoras do mesmo viés, ou seja, de arraigar proveitos financeiros sem revertê-los para a sociedade. Com isso, essa se torna cada vez mais desigual pela má distribuição de renda, pois o dinheiro não é revertido para ela, mesmo depois de todo o desenvolvimento do sistema capitalista e industrial. Assim, investir no empreendedorismo social auxiliaria para o combate à pobreza da nação.

Outrossim, com a Revolução Científica Informacional do século XX, houveram maiores desdobramentos no setor telecomunicativo, o que auxiliou na acessibilidade das notícias e informações em todo o planeta. Em contraposição, ainda é perceptível uma escassa divulgação dos trabalhos do empreendedorismo social no Brasil, seja devido à prática sigilosa de alguns investidores que realizam suas contribuições de forma a não quererem divulgação por seus atos, como também pelo baixo crédito que a mídia oferece em promover estes feitos socioeconômicos por eles não ofertarem tanto vislumbre no meio (visualizações e curtidas). Assim, a população não tem conhecimento do ofício realizado pelos empreendedores e não consegue apoiar, com seu poder de compra, a crescência dessas empresas.