O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 13/09/2019
Todos saem no lucro
O Programa “Saúde Criança”, criado pela médica brasileira Vera Cordeiro, visa o atendimento de crianças pobres, tendo em vista não somente o seu quadro clínico, mas também o social. Esse modelo de empreendedorismo social ajudou muitas famílias e é referência até em outros países. Outras iniciativas como essa devem ser incentivadas, pois podem contribuir para mudar o panorama do Brasil, que conta com alto número de desempregados e baixos indicativos sociais.
Em primeira análise, esse tipo de empreendimento aumenta a oferta de emprego no país, problema que o Estado, sozinho, não foi capaz de solucionar. Quanto mais empresas, mais mão de obra será necessária. O Brasil, em 2019, chegou aos 13 milhões de desempregados, o que prova a importância de uma ação da iniciativa privada que efetivamente demande trabalhadores no país.
Ainda mais, essa atividade econômica pode proporcionar ao país um crescimento nos indicativos de desenvolvimento social. O empreendedorismo atinge, além do desemprego, a baixa escolaridade, a saúde precária, entre outros. Por exemplo, no documentário “Absorvendo o Tabu” é retratada a mudança na vida de mulheres indianas depois de receberem uma máquina de absorventes. Elas ganharam independência financeira e respeito , além de voltarem a estudar, fabricando e vendendo absorventes.
Destarte, são notáveis as inúmeras contribuições do empreendedorismo social para a sociedade, e é imprescindível incentivá-lo. Para este fim, é preciso que o Ministério da Economia implemente um programa de crédito ao pequeno empreendedor com fins sociais, para que qualquer cidadão seja capaz dessa atividade. Além disso, é de suma importância que as escolas convidem representantes desse tipo de empresa para palestrar aos alunos, a fim de que, desde cedo, pensem em suas profissões como maneira de mudar a realidade do seu país, ou até do mundo.