O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 15/09/2019

No Brasil hodierno, o empreendedorismo social apresenta-se como uma ferramenta de extrema importância no combate à pobreza no país. Isso se deve, sobretudo, ao fato do empreendedorismo buscar a visualização de oportunidades de negócios, onde existe uma busca incessante por inovações, assumindo riscos calculados com a intenção de obter renda, reconhecimento e crescimento no mercado, principalmente, em áreas mais carentes do país. Logo, são necessárias mais ações dos órgãos governamentais e sociais, visando ao fortalecimento dessa questão.

Em verdade, a partir das Revoluções Industriais ocorre gradativamente a substituição da força manual pela força das máquinas, configurando a transição do Feudalismo para o Sistema Capitalista. Assim, o trabalhador começa a ficar desprovido dos meios de produção, que agora pertencem ao empregador e, aos poucos, sua sobrevivência passa a depender da venda da sua “força de trabalho”. Com isso, o empreendedorismo surge como uma forma de mudar esse contexto desde a década de 90 no Brasil, principalmente em comunidades carentes, na qual os índices de pobreza e baixo desenvolvimento são altos, assim, o incentivo em projetos de inciativa científica e social como programas federais de fomento ao ensino técnico o Pronatec e superior como o Prouni, têm aumentado tanto o número de trabalhadores formalizados de nível técnico quanto o de ingressantes no ensino superior cuja origem são as minorias étnicas ou as classes de baixa renda. Nessa perspectiva, o empreendedorismo desempenha um papel importante no combate à pobreza é precisa de mais políticas públicas que incentive essa questão.

Outrossim, a presença do empreendedor torna-se cada vez mais fundamental para as organizações, quando as mesmas avaliam a necessidade cotidiana de criatividade, do trabalho eficiente, da inserção de novas possibilidades, da criação de uma nova postura de trabalho. Conforme pesquisa feita pelo SEBRAE, o Brasil está em 3º lugar entre os países mais empreendedores do mundo, atingindo o nível mais elevado dos últimos 12 anos com 71% dos empreendedores iniciais por oportunidade. Com isso, o empreendedorismo não é só um fenômeno que auxilia no crescimento econômico do país, mais também no desenvolvimento social capaz de combate os índices de pobreza com a geração de emprego, renda e conhecimento para o crescimento social dos indivíduos.

Dessa forma, torna-se e vidente que o empreendedorismo social é uma ferramenta essencial para o combate à pobreza na sociedade brasileira. Para tanto, o Governo Federal deve criar mais políticas públicas que visem investir na qualificação profissional de empreendedores com intuito torna essa prática mais recorrente no cenário brasileiro, além de solucionar os impasses existentes na cobrança de impostos e tributos adequando-os de acordo com o capital disponível para o empreendedor. Ademais, cabe às ONGs em parceria com instituições educacionais, criar projetos sociais, por meio de palestras e debates com especialistas, mensalmente, em âmbito social, visando oferecer aos empreendedores conhecimentos necessárias mais para que esse possam aperfeiçoar seus conhecimentos em torno do seu empreendimento.