O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 26/09/2019
A democracia é um regime político em que todos os cidadãos participam igualmente dos direitos constitucionais. Entretanto, o Brasil apresenta problemas graves relacionados com a pobreza, e por meio do empreendedorismo social verifica-se a oportunidade de minimizar esse revés. No entanto, essa ferramenta é prejudicada pela falta de estrutura que, por consequência, incapacita de fazer a integração social daqueles que estão à margem da sociedade. Dessa maneira, fomenta a união do setor público, da sociedade e das empresas o comprometimento para estimular o empreendedorismo social.
Em primeira análise, é válido destacar que no contexto histórico do país, esse sofreu com uma colonização de exploração e de escravismo. Ambos relacionados diretamente com a exclusão e a desigualdade social, mas com o desenvolvimento da iniciativa de implementar novos negócios, há a possibilidade de contribuir para uma sociedade mais humanitária. Contudo, esse recurso é afetado pela falta de recursos financeiros tanto público, quanto privado, porém com o cooperativismo pode haver uma alternativa para inserir as pessoas que estão em desvantagens no mercado econômico, por meio de oportunidades que gerem rendas de autônomos que buscam trabalho e liberdade.
Ademais, a pobreza pode ser definida como um estado no qual os ganhos totais são insuficientes para obter o mínimo necessário para a sobrevivência. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a pobreza extrema, no país, aumentou em 13% e já atingiu 15,3 milhões de pessoas em 2017, esse panorama evidencia a falta de medida efetiva por parte das autoridades, além de desrespeitar os direitos constitucionais previstos pela Magna Carta. Todavia, os projetos sociais e a filantropia podem colaborar com a inclusão dessas pessoas ao mercado de trabalho. Por exemplo, no documentário Absorvendo o tabu, nos quais as indianas empreendem na produção de absorventes acessíveis, uma realidade que beneficia tanto quem produz como a sociedade.
Portanto, diante do fato de que a pobreza é um problema social e que envolve a participação de todos os brasileiros, é necessário que governo e iniciativa privada revertam o quadro e efetivem a cidadania. Dessa forma, cabe ao Ministério da Economia, juntamente com as empresas privadas, investir no desenvolvimento e na estruturação de cooperativas, por meio de parte dos recursos do orçamento nacional e de incentivos fiscais, como os relacionados com o imposto de renda de empresários. Assim, há o desenvolvimento de oportunidades para geração de renda e contribuir para a inclusão social, consequentemente, o Brasil será uma sociedade mais igualitária.