O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 24/09/2019
Diante dos problemas sociais presentes no Brasil, o empreendedorismo social tem representado um caminho para o combate à desigualdade socioeconômica. Todavia, a falta de um sistema educacional que aborde valores de proatividade e criatividade com os alunos e o individualismo da sociedade pós-moderna são impasses para que isso seja concretizado. Sendo assim, medidas devem ser adotadas para sanar esses empecilhos.
Antes de tudo, é válido ressaltar que o modelo educacional brasileiro atenua o poder de transformação dos indivíduos. Segundo o filósofo e educador Paulo Freire, a educação tem o papel de libertação, com o intuito de formar cidadãos que operem e transformem o mundo. No entanto, na realidade brasileira os estudantes não são estimulados a realizarem projetos que promovam mudanças sociais, haja vista que o principal objetivo das escolas é a aprovação no vestibular. Assim, a falta de uma cultura escolar que proponha debates e discussões sobre assuntos diversos mitiga a capacidade de criar e inventar dos alunos.
Do mesmo modo, o individualismo presente na sociedade atual também impede uma maior efetividade do empreendedorismo social. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a contemporaneidade é marcada por relações humanas superficiais e instáveis. Isso se deve, pois, os indivíduos priorizam o acúmulo de riquezas em detrimento de iniciativas de impacto social, cultivando a ideia errônea de que não se pode ganhar dinheiro e mudar a vida comunitária ao mesmo tempo.
Fica evidente, portanto, que obstáculos impedem o combate à pobreza no Brasil pelo empreendedorismo social. Logo, o Ministério da Educação deve incluir a cultura empreendedora nas escolas, a fim de formar estudantes proativos e capazes de mudar a vida de sua comunidade. Isso deve ser feito por meio da inserção na base curricular comum de atividades que ensinem aos alunos a como realizarem mudanças na sua comunidade, com a realização de feiras tecnológicas em que os próprios alunos desenvolvam ideias e modelos de empresas e startups.