O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 25/09/2019

Segundo o relatório Brundtland, sustentabilidade é o conceito que relaciona aspectos culturais, econômicos, sociais e ambientais, buscando suprimir as necessidades da atual geração sem comprometer a próxima. Esse panorama auxilia na análise do combate à pobreza sob a perspectiva do empreendedorismo social, visto que a falta de oportunidade para o grupo afetado impede seu desenvolvimento. Além disso, é possível gerar lucros para os investidores com aplicações financeiras em causa sociais. Diante desse posicionamento, cabe avaliar o papel do Estado perante ao quadro e os caminhos para solucioná-lo.

Em primeiro plano, deve-se compreender que o empreendedorismo social é uma metodologia que permite o crescimento econômico das camadas mais carentes do Brasil. Nesse sentido, regiões que  têm oportunidade, como a ajuda de subsídios externos, podem desenvolver seus projetos. Um exemplo desse quadro é a Feira Preta, evento que acontece periodicamente em São Paulo, no qual expõem: projetos culturais, workshops, gastronomia e moda produzida por negros. Todavia, movimentos como o supracitado apresentam dificuldade, é preciso de facilitadores, como investimentos de grandes empresas ou permissão de empréstimos bancário, para que eles se iniciam. Logo, medidas governais para o preambulo dos projetos sociais é essencial.

Outrossim, por mais que o artigo 6 da constituição federal brasileira garanta a todos os cidadãos o direito a educação, alimento, moradia, e saneamento básico, a pobreza ainda é representativa no território, causando uma disparidade social, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), principalmente na região nordeste. Nesse sentindo, o desenvolvimento do capitalismo nesse local permite não só o crescimento do contingente populacional, mas também o aumento do poder econômico de mercado, o que proporciona lucros consideráveis ao investidor. Portanto, é possível atender as diretrizes nacionais e garantir acréscimo financeiro as empresas.

Infere-se, portanto, a necessidade de investimentos que permitam o crescimento econômico da população carente. Sendo assim, cabe ao Ministério do Trabalho, incentivar empresas privadas, por meio de corte de impostos, a patrocinar feiras e oficinas nas comunidades do Brasil, de modo que a população possa vender seus produtos constantemente. Dessa forma, será possível a ascensão social e econômica dos brasileiros. Com essa perspectiva, as práticas sustentáveis serão colocadas em prática.