O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 01/10/2019
A Constituição Federal é a lei fundamental e suprema de uma nação, em 1988, foi promulgada a Carta Magna, que garante a todos os indivíduos o direito à vida, à saúde e à liberdade. Todavia, a prática adúltera a teoria proposta, uma vez à pobreza no Brasil está relacionada com desemprego e raízes passadas de desigualdade socioeconômica. Nessa esteira, nota-se que o empreendedorismo vem crescendo de modo a combater à discordância de classes, que é causada pela especulação econômica, mas também, pela vontade de crescer e desenvolver algo novo para o país.
A priori, vale ressaltar que a luta de classes entre operário e proletariado – Teoria de Karl Marx – não é recente, pois, desde a Revolução Industrial houve crescimento no índice de pobreza, além da exploração trabalhista. Ademais, o empreendedorismo é muito mais do que abrir uma simples empresa, pois, gerar novas tecnologias e empregos. Em síntese, a especulação econômica se dá pela concorrência no mercado de trabalho, desta forma, há necessidade de abrir portas para novos agenciadores.
Cabe salientar, outrossim, que a vontade de recuperar-se após um desemprego ou mesmo insatisfação empresarial ajuda no desenvolvimento de novos investimentos, e consequentemente, geração de empregos para a população. Em resumo, a vontade de empreender se dá por motivos diversos, como: estabilidade financeira, ausência de piso salarial, dentre outros. De acordo com o site “O Globo”, 61% das pessoas que empreende é por ter uma visão de futuro, contra 37% por necessidade de renda. Destarte, pode-se analisar que o empreendedorismo além de proporcionar uma análise do futuro, tira algumas famílias da miséria.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem esses empecilhos. A esse respeito, Z. Bauman, - em sua obra “Modernidade Líquida” - afirma que algumas instituições, em especial as do Estado, perderam suas funções sociais ao longo do tempo, mas conservaram suas formas a qualquer custo e se configuram como instituições zumbis. Portanto, cabe ao Ministério da Economia cumprir seu encargo político, em ação conjunta com o Ministério do Trabalho, a fim, de visibilizar o empreendedorismo econômico e social no país. Assim como, financiamentos para pequenos e médios empresários, com facilidade de créditos e pagamentos, além, de propagandas televisivas para desenvolver o desejo de soberania na sociedade, pois, somente assim a problemática contemporânea será resolvida.