O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 02/10/2019

Diante dos problemas sociais presentes no Brasil, o empreendedorismo social tem representado um caminho para o combate à desigualdade social do país. Todavia, a ausência de um sistema educacional que trabalhe valores de proatividade e de criatividade com os alunos impede a consolidação de um setor empresarial que promova mudanças sociais. Sendo assim, medidas devem ser adotadas para sanar esse empecilho.

Antes de tudo é válido analisar como o empreendedorismo social pode atuar no combate à miséria no Brasil. De acordo com dados do IBGE, 25% dos brasileiros vivem abaixo da linha da pobreza. Diante disso, o empreendedorismo social surge como forma de amenizar esse problema, uma vez que busca promover uma maior inclusão social mediante projetos que destinem parte do lucro de grandes empresas para o auxílio da população carente, facilitando o acesso desta à serviços de qualidade.

No entanto, o modelo educacional brasileiro se mostra um impasse para que o setor empresarial atue socialmente. Segundo o filósofo e educador Paulo Freire, a educação tem o papel de libertação, com o intuito de formar cidadãos que operem e transformem o mundo. Contudo, na realidade brasileira, os estudantes não são estimulados a realizarem projetos que promovam mudanças sociais, haja vista que o principal objetivo das escolas é a aprovação no vestibular. Assim, a falta de uma cultura escolar que proponha debates e discussões sobre diversas pautas mitiga a capacidade de criar e inventar dos alunos.

Fica evidente, portanto, que a falta de uma cultura empreendedora escolar impede a consolidação do empreendedorismo social. Logo, cabe ao Ministério da Educação concretizar o papel educacional de formar indivíduos que atuem para melhorar a vida de sua comunidade. Isso deve ser feito por meio da inserção, na base curricular comum, de atividades como feiras tecnológicas e oficinas de criatividade, bem como debates em grupo nas aulas de Sociologia. Dessa maneira, será possível estabelecer, de fato, um empreendedorismo social que combata à pobreza no Brasil.