O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 09/10/2019
Na obra “O Manifesto Comunista”, os filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels - fundadores do Socialismo - defendem a ideia de que o proletariado deve se voltar contra a burguesia e, que o Capitalismo é um mal que deve ser extinto. Essa visão, na qual os empresários são vistos como os principais causadores das desigualdades socias existentes no mundo deve ser desfeita no Brasil contemporâneo, uma vez que o empreendedorismo social se apresenta como uma saída para o combate à pobreza existente no cenário nacional.
Primeiramente, é válido ressaltar que, segundo uma reportagem exibida no Jornal Nacional em 2019, o Brasil corre sérios riscos de voltar ao mapa mundial da fome da ONU(Organizações das Nações Unidas), o qual não faz parte desde os primeiros anos do século XXI. Concomitantemente, o Norte e o Nordeste são as regiões do país mais afetadas com a miséria por conta de grandes áreas de seus territórios ainda serem inseridos meio rural, o que contribui acentuadamente para a falta de saneamento básico e para o grande contingente de doenças, tais como a Leptospirose e a Doença de Chagas. Tal fato é inaceitável, visto que isso poderia ser diminuído por meio de um maior empreendimento social nas áreas rurais do Brasil, fomentando assim, uma maior circulação de dinheiro entre os indivíduos das comunidades mais carentes.
Ademais, infere-se que, a questão constitucional e a sua aplicação estão entre os contribuintes do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Não obstante, no Brasil existem diversos empecilhos para quem busca a solicitação de crédito junto ao Governo Federal. Uma pesquisa realizada pelo Portal da Indústria revelou que o maior dificuldade enfrentada para quem busca empreender é a alta taxa de juros presente no cenário de busca por crédito.
Logo, o empreendimento social se apresenta como um importante aliado no combate à pobreza no Brasil. Desse modo, é substancial que o Governo Federal incentive empreendedores de pequeno, médio e grande porte a criarem projetos sociais que aumentem o fluxo de capital financeiro para as populações mais vulneráveis do país, através da redução da taxa de juros e de incentivos fiscais. Com isso, espera-se a redução das taxas de pessoas consideradas em situação de pobreza no cenário nacional. Assim, a sociedade brasileira a enxergaria o Capitalismo, não como um “mal que deve ser extinto”, como defendia Marx e Engels, mas como um meio de se chegar a uma sociedade mais igualitária e coesa.