O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 18/10/2019
Desde o início da era republicana no Brasil, os governantes sempre encontraram a mesma adversidade no país, a pobreza. No entanto, nos últimos anos o panorama tem mudado, principalmente no governo Lula, que segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), a pobreza caiu 50,64% nos seus 8 anos como presidente. Além disso, outro fator importante no combate a pobreza, foi o empreendedorismo social, o qual tem um papel fundamental nessa luta, como o Gerando Falcões, que atua em favelas e tem como objetivo a qualificação de adolescentes e jovens, e para as crianças, o foco é no esporte e na cultura. Desta forma, fica evidente que o empreendedorismo social é fundamental no combate a pobreza, pois oferece oportunidades aos mais necessitados, tentando, desta maneira, criar um país mais justo.
Nesse contexto, a pobreza no Brasil causa graves consequências, tais como, a falta de acesso a água tratada nas moradias para mais de 35 milhões de brasileiros, além de 100 milhões sem tratamento de esgotos, segundo levantamento feito pelo Ministério das Cidades. Deste modo, torna-se evidente a falta de dignidade na qual vive parte da população, pois, segundo a constituição de 1988, todos têm direito a saúde, no entanto, direito esses não cumpridos, prejudicando boa parte dos brasileiros. Todavia, a Ambev, criou um projeto, Água AMA, no qual os lucros serão destinados para projetos, que levarão água ao semiárido, mostrando assim, a importância que o empreendedorismo social tem na qualidade de vida para os mais pobres.
Além disso, outro dado alarmante é que, mesmo com a diminuição da pobreza, mais de 2,5% da população passa fome, segundo dados divulgados pela FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura). Sendo assim, fica novamente nítido a falta de cumprimento por parte do governo com a constituição, pois a mesma também garante a alimentação, demonstrando, deste modo, um grave descaso com o povo.
Sob essa ótica, é urgente que o Governo, junto ao Ministério da Economia, ofereça créditos para os empreendedores sociais, créditos esses que deveriam ser dados pelos bancos públicos, a fim de gerar novos empreendedores, os quais possam ajudar a diminuir os problemas, como a fome, falta de água e saneamento básico. Outra medida cabível seria por parte do Ministério do Desenvolvimento Social, junto ao Ministério da Economia, os quais deveriam promover projetos de empreendedorismo em parceria com empresas privadas, além de dar incentivos fiscais para as empresas que se propusessem a ajudar, diminuindo, desta forma, os problemas sociais.