O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 17/10/2019

O século XXI é marcado por inúmeros paradigmas, entre eles, cita-se o crescente enriquecimento por vias empreendedoras e, por outro lado, a grande parcela populacional em situação de pobreza no Brasil. Esses temas, quando pensados em conjunto, ilustram e projetam importantes perspectivas, na medida em que o empreendedorismo social é importante ferramenta de combate à pobreza no país, seja pela reconfiguração da situação socioeconômica da população, seja pela maior oportunização de qualidade de vida.

A desigualdade social no Brasil é resultado do processo de formação do país. Para tanto, salienta-se que as sucessivas administrações políticas do país sempre – ou quase sempre – foram lideradas por elites, a citar oligarquias e imperadores, os quais implementavam políticas de manutenção da estrutura social, visível principalmente pela concentração fundiária – a citar a Lei de Terras de 1850. O empreendedorismo social surge, então, como importante forma de reconfiguração social, na medida em que oportuniza aos indivíduos melhores condições de acesso ao desenvolvimento, a exemplo dos programas governamentais “Bolsa Família” e “Minha Casa, Minha Vida”, os quais possibilitam acesso à renda e a moradia, respectivamente.

Não somente isso, o combate à pobreza no Brasil faz-se necessário desde os seus alicerces. Nesse sentido, cita-se que a promoção de educação de qualidade a todos os cidadãos é fundamental, sendo fator primeiro na socialização do indivíduo, bem como importante ferramenta de inclusão do mesmo ao desenvolvimento em curso no país. Assim, ainda que o empreendedorismo social seja fundamental, entende-se que a oferta de educação, a distribuição mais equitativa de recursos e a maior flexibilização da arrecadação de impostos devem ser práticas emergenciais e efetivas. Fica evidente, portanto, que o empreendedorismo social é fundamental ao combate da pobreza no Brasil, contudo, não deve ser efeito primeiro.

Para tanto, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve atuar na melhor promoção da educação, seja por investimentos em redes públicas de ensino, seja pela adesão de melhores profissionais, de modo a oportunizar aos indivíduos melhores condições de se inserirem no desenvolvimento em curso no país. Além disso, é necessária a reconfiguração da distribuição de recursos, a qual pode ser efetivada por meio da maior oferta de postos de trabalho, bem como pela reordenação do sistema de arrecadação de impostos.