O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 22/10/2019
Defini-se como empreendedorismo o ato de aderir uma nova postura diante do cenário vigente, não necessariamente no ramo empresarial. Dessa forma, percebe-se que a prática empreendedora atual brasileira está intrinsecamente ligada ao setor econômico, depreciando a população de baixa renda e o meio ambiente. Assim, é vital analisar o empreendedorismo social no Brasil e as dificuldades enfrentadas por minorias para superarmos essa lamentável situação.
Em primeiro lugar, o empreendedor social procura de alguma forma trazer benefícios para a comunidade com o seu projeto. A esse respeito, o filósofo Zygmunt Bauman afirma que vivemos em uma sociedade imediatista em que o consumismo se tornou uma forma de autoaceitação pessoal. Com isso, a questão do cuidado com o “próximo” é negligenciada e as práticas empreendedoras no âmbito social depreciadas. Por exemplo, o navegador Ecósia, que destina cerca de 80% do seu lucro excedente a organizações sem fins lucrativos de reflorestamento e conservacionismo, é pouco utilizado em comparação a outros mecanismos semelhantes. Com isso, problemas sócias e ambientais não são tidos como prioridade pela população.
Ademais, a falta de incentivo ao empreendedorismo contribui para uma maior taxa de pobreza. Nessa temática, a canção Xibom Bombom apresenta que " o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre". Destarte, de acordo com o IBGE, 10% da população mais rica é detentora de 43% da renda brasileira. Por consequência, empreendedorismo no Brasil por necessidade é maior que o por oportunidade, ocasionando um menor planejamento e uma manutenção social estamental no país.
Diante do exposto, é evidente que o empreendedorismo social deve ser incentivado, assim como o desenvolvimento de oportunidades para a população de baixa renda. Cabe ao Estado, por meio do Ministério da Economia, incentivar bancos a disponibilizarem crédito para práticas empreendedoras, por meio de incentivos fiscais aos bancos de adotarem essa prática. O Crédito será de preferencia à classe desprovida de capital inicial e à ideias que trazem melhorais potencias para a sociedade. Dessa maneira, viveremos em maior harmonia, diminuindo a carência e proporcionando um maior apoio à ações ambientais e socialmente corretas. Eventualmente, os problemas apresentados por Bauman e pela música Xibom Bombom serão amenizados.