O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 27/10/2019
“Devemos promover a coragem onde há medo,promover o acordo onde existe conflito,e inspirar esperança onde há desespero” era o que acreditava o líder Nelson Mandela.Seguindo essa afirmação é possível relacioná-la com a promoção do empreendedorismo social e do combate à pobreza no Brasil.Para tal,torna-se necessário contornar a dificuldade do acesso ao crédito e a falta de conhecimento financeiro do brasileiro,ambos relacionados com os aspectos socioculturais do Brasil.
A priori,destaca-se o resultado de uma pesquisa feito pelo Portal da Indústria que mostra as principais dificuldades na hora de conseguir crédito:juros altos,exigência de garantias reais e prazos curtos.Essa situação tem origem no modelo de desenvolvimento do Brasil que desde a implantação das capitanias hereditárias privilegia as classes com maiores recursos que se preocupam com o lucro imediato encontrado,em sua maioria,na exportação.Como consequência disso,ocorreu no país o fortalecimento de uma economia pouco inclusiva que colabora com o aumento da desigualdade social e concentração de renda.
Em segunda análise,lembra-se que o conceito de microcrédito,que nasceu em Bangladesh,e que é considerado “uma arma contra a pobreza e a fome” de acordo com o ex-secretário geral das Nações Unidas Kofi A. Annan encontra outra barreira:a falta de conhecimentos financeiros básicos.Isso tem como causa o sucateamento da educação pública no Brasil e a falta de um fortalecimento cultural que incentivaria mais pessoas a procurar informações e estratégias para fazer o empreendedorismo social.Em decorrência disso,ocorre menos criação de oportunidades e perpetuação da pobreza no país.
Em suma,para alavancar o empreendedorismo social e o combate a pobreza se faz necessário que as problemáticas supracitadas sejam superadas por meio de uma parceria entre o Ministério da Educação e o SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para o desenvolvimento de cursos online e palestras gratuitas com informações básicas de funcionamento,impacto e objetivo das empresas sociais e dos conhecimentos financeiros para desenvolver o negócio.Ao mesmo tempo,o Ministério da Economia deve destinar verbas e criar mecanismos para desburocratizar o processo de abertura de crédito,com o intuito de apoiar não só o desenvolvimento do empreendedor mas também da sua comunidade mudando,assim,a trajetória econômica do país.