O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 27/10/2019

Consoante o pensador Adam Smith em sua obra — A Riqueza das Nações — o mesmo sustentava a ideia de que o trabalho, seja ele social ou financeiro, seria a primazia de uma prosperidade sólida para o desenvolvimento e bem-estar dos indivíduos em uma nação. Concomitantemente, sob tal ótica, pode-se correlacionar o pensamento supracitado aos novos mecanismos que emergem em nossa sociedade hodierna, posto que o empreendedorismo social poderá ser utilizado com o fito de erradicar a pobreza no Brasil. Entretanto, a dificuldade na captação de crédito e a burocracia na realização desses projetos, dificultam, sobremaneira, uma mudança efetiva de nosso país.

Em primeira análise, o impasse acerca da captação de recursos financeiros configura um quadro árduo no planejamento e execução de projetos socioeconômicos no Brasil, uma vez que determinadas empresas rejeitam empreendedores não só por vislumbrar, nos mesmos, um retorno imediato, mas também por não compreenderem os propósitos que eles delegam. Contudo, de acordo com o sociólogo Habermas, com o auxílio da comunicação a sociedade poderá chegar a um consenso. Nesse sentido, por não haver uma ampliação na divulgação desses novos modelos financeiros, eles não conseguem atingir o público alvo, isto é, o apoio irrestrito das grandes empresas para que sejam utilizados na mudança coletiva atrelada à economia brasileira.

Além disso, muitos órgãos empresariais estão sob políticas extremamente restritivas que suscitam a exclusão de inúmeros empreendedores em nosso país, porque a regulamentação de normas é um processo demorado e burocrático, levando-o, por conseguinte, a abandonar a sua concepção, em outras palavras, o seu planejamento que poderia, acima de tudo, erradicar diversos problemas em nosso cenário nacional. De forma análoga, percebe-se esse panorama na visão do filósofo Sócrates, pois, segundo ele, as ações humanas devem seguir os mesmos valores, sendo esses racionalmente atingidos por todos. Em vista disso, urge uma mudança em nosso aparato burocrático a fim de evitar a exclusão de projetos com potenciais mecanismos de alteração.

Portanto, é imperioso que o Estado, em consonância com o Ministério da Justiça e a mídia, promova a valorização do empreendedorismo comunitário no Brasil, por meio da divulgação dessa nova modalidade socioeconômica nos programas jornalísticos, pontuando suas principais características e, também, por intermédio das alterações de parâmetros legislativos que impedem a expansão dessa prática, com o propósito de alterar a ótica das empresas e dos investidores sobre o assunto abordado, conseguindo, a partir disso, a elaboração de inúmeros projetos, atrelados à economia, com fito de atenuar a pobreza em nossa nação.