O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 27/10/2019
O empreendedorismo é fundamental para a geração de riquezas e renda ao país, uma vez que essa modalidade é eficaz na criação de empregos e, consequentemente, no combate à pobreza. Entretanto, o Brasil precisa investir mais nesse setor, pois detém apenas 38% de brasileiros que possuem um negócio próprio, de acordo com a GEM (Global Entrepreneurship Monitor). Nesse contexto, deve-se analisar como a situação econômica do país e a ineficiência do Estado causam tal problema e como combatê-lo.
A princípio, a situação econômica do país é uma das principais causas enfrentadas pelo empreendedorismo. Isso porque, segundo o escritor romano Lucius Séneca, a economia por si só é uma grande fonte de receitas. Em outras palavras, se a economia de um país vai bem, vários âmbitos da sociedade terá prosperidade. No entanto, desde 2014, o Brasil passa por uma profunda crise econômica e fiscal, ou seja, tal instabilidade é refletida no setor empresarial, já que os que querem abrirem uma empresa, têm a dificuldade de conseguir crédito, por exemplo. Com efeito, é notório os obstáculos de quem quer empreender no país.
Além disso, nota-se, ainda, que a ineficiência do Estado também causa o desafio do problema vigente. Visto que o Brasil é considerado como “Estado Máximo” desde os anos 1930, isto é, um Estado que faz constantes intervenções na sociedade. A exemplo disso, é a burocracia ao tentar abrir uma empresa, em razão de que é necessário esperar meses para conseguir licença (alvará) do Estado. Diante desse cenário, tal demora na abertura de uma empresa causa a desmotivação no grupo de futuros empreendedores do país. Como resultado, conforme o relatório do Doing Business, o Brasil é um dos piores países para fazer negócios.
Portanto, medidas devem ser tomadas a fim de estimular o emprededorismo. Em primeiro lugar, o Ministério da Economia e o Poder Legislativo deve melhorar a economia do país, por meio da criação de reformas e projetos, com o objetivo de elevar o Produto Interno Bruto (PIB), para que os empreendedores consigam crédito, por exemplo. Ademais, o Poder Judiciário deve diminuir a burocracia na hora de abrir negócios, por intermédio de reformulações nas leis que atrapalham os cidadãos, com o propósito de facilitar a abertura de empresas, para que o país seja melhor nesse setor. Desse modo, o empreendedorismo irá gerar mais riqueza e renda para o Brasil e, assim, eficaz no combate à pobreza.