O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 28/10/2019
O best seller “Pai rico, pai pobre”, do escritor norte-americano Robert Kiyosaki, preconiza a ideia do ímpeto empreendedor como alternativa profissional para vida estável, na perspectiva do autor a inovação e o investimentos são as bases para boas conquistas financeiras. No entanto, no Brasil, esse contexto empresarial, apesar de emergir como alternativa para a crise financeira e para o desemprego conjuntural e a miséria decorrente, é acompanhado de vários paradigmas que não permitem a ascensão expressiva de muitas pequenas empresas.
Em primeiro plano, as dificuldades enfrentadas pelo empreendedor social decorrentes de procedimentos da máquina pública atestam as excessividade de burocracias estatais. Prova desse desprestígio é que seis em cada dez empresas fecham nos primeiros cinco anos de mercado, conforme demonstrado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), tal fato corrobora o nefasto cenário de vulnerabilidade do empreendedor brasileiro, uma vez que oferece obstáculos ao dinamismo da economia. Nessa vereda, a abundância de critérios e a morosidade processual podem ser, portanto, apontadas como fatores repulsivos aos sujeitos de mente rica apontados por Kiyosaki.
De outra parte, a problematização nas questões empresariais acentuam o problema do desemprego, fator relevante, haja vista que o País se encontra em recessão financeira e com altos índices de desemprego. Sob essa perspectiva, não é alcançado preceitos do preâmbulo constitucional brasileiro, posto que ocorre na instância trabalhista o ferimento do artigo 1° da Constituição Federal, o qual tem como um dos fundamentos elementares da República brasileira os valores do trabalho. Por esse prisma, é perpetuado cenário deletério acerca do emprego informal, do subemprego e do desemprego.
Depreende-se,pois, a essencialidade de estímulo à iniciativa cidadã de empreender no País. Para isso, o Poder Público- na voz do Ministério da Economia e das autarquias relacionada- deve subtrair o tempo necessário para atingir legalidade da empresa, por meio do aperfeiçoamento e da dinamização processual para conquista dos dispositivos legais exigidos, com o intuito de promover quadro propício à prática de negócios no Brasil, proporcionando,por conseguinte, saída para a crise e para o desemprego. Feito isso, a prática do empreendedorismo no Brasil será acentuada e a economia e o empresário do Brasil terão o êxito atingido por Kiyosaki.