O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 31/10/2019

No cenário técnico, científico e informacional vigente, cujas características fomentam as desigualdades sociais, o surgimento do empreendedorismo social tem se mostrado uma maneira de combater diversas iniquidades existentes no Brasil. Logo, o investimento em projetos sociais e em empreendimentos autônomos, tornam-se alternativas para diminuir a situação de pobreza de muitas famílias. Dessa forma, são necessárias medidas para facilitar o empreendedorismo social no país.

Em primeira análise, é notório que os investimentos em ações de cunho social contribuem para atenuar diversas injustiças sociais. Nesse sentido, pode-se citar o caso da Ambev, empresa fabricante de bebidas, cujo lucro obtido com a venda de água foi utilizado em um projeto de distribuição de água no semiárido. Sob tal ótica, iniciativas como essa auxiliam no combate às iniquidades, uma vez que contribuem para minorar a necessidade das pessoas e proporcionam o acesso aos direitos negligenciados pelo Governo. Desse modo, tais atitudes contribuem para melhorar a qualidade de vida e o bem-estar da população.

Em segunda análise, é importante salientar que esse modo de investimento também é uma ponte geradora de oportunidades. A exemplo disso, pode-se mencionar a história do vendedor ambulante Rick Chester que, mesmo em um cenário nacional de crise financeira, vendeu água na praia e conseguiu, não só obter renda, como também escrever o livro “Pega a Visão”, instigando as pessoas a empreender. Sob esse viés, ainda que existam dificuldades intrínsecas a essa forma alternativa de renda, ela pode ser um meio de superar os obstáculos de uma vida precária, visto que as altas taxas de juros e a burocracia dos empreendimentos formais dificultam e procrastinam o crescimento de quem precisa de um retorno imediato. Assim, apresentar medidas que deem suporte as pessoas na mesma situação que a de Rick é necessário para combater a pobreza que persiste no país.

É tácito, portanto, que o empreendedorismo social é um meio para combater a pobreza no Brasil, e necessita de medidas para auxiliar sua aplicabilidade. Para isso, é importante que o Governo, na figura do Ministério da Economia, realize parcerias com as empresas privadas, por meio de acordos que proporcionem benefícios e subsídios para ações como a realizada pela Ambev, afim de incentivar essa modalidade de investimento. Ademais, o Estado deve criar um modelo empreendimento que seja compatível com a de pessoas na mesma situação do vendedor de água supracitado, através da diminuição de taxas e da burocracia, para formalizar esse tipo de trabalho e propiciar o surgimento de oportunidades de crescimento. Assim, tomadas as devidas medidas, empreendedorismo social tornar-se-á uma maneira de combater a pobreza no Brasil.