O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 29/03/2020

O primeiro artigo da Declaração Universal dos Direitos Humanos diz: “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Embora a Constituição de 1988, por meio de seu artigo 5º, garanta a igualdade de direitos a todos os cidadãos, a desigualdade social ainda é existente no Brasil. Ao considerar-se o sistema capitalista praticado no país, o empreendedorismo social é uma das melhores alternativas para o combate a esta, com foco nas áreas da saúde e da educação.

Primeiramente, na esfera medicinal, um exemplo notório é o da GRAAC. Fundada em 1991, a iniciativa é uma das principais entidades de combate ao câncer infantil em território brasileiro. Já tratou mais de cinco mil pacientes, com cerca de 70% destes curados, de acordo com a própria organização. É composta, basicamente, por parcerias entre pesquisadores universitários e investimentos por parte de companhias e civis. Seus colaboradores são assalariados, seus administradores lucram com ela e sua função social é cumprida, provando sua eficácia.

Em seguida, no campo educacional, há a ilustre ação do ICEP — Instituto Chapada de Educação e Pesquisa. Seu objetivo é a melhoria da educação pública, em especial dos ensinos infantil e fundamental. O método usado para isso é a capacitação dos educadores e envolvidos em geral nas redes municipais. É também financiado pela iniciativa privada, e, assim como o modelo anterior, todos os envolvidos em sua manutenção possuem ganhos. Sua eficácia foi comprovada pelas notas do IDEB, que aumentaram em todos os municípios parceiros, de acordo com o MEC.

Enfim, conclui-se que a pobreza, agravada pela desigualdade, pode ser combatida com a ajuda do empreendedorismo social. Por meio de iniciativas coletivas ou individuais, devem ser formadas e mantidas organizações que visem corrigir problemas causadores dessa desarmonia, como a deficiência da educação pública e a falta de acesso a tratamentos onerosos de doenças graves, a exemplo do câncer. Assim, proverão-se ganhos, tanto financeiros quando socioculturais, para todos os envolvidos.