O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 02/04/2020

No que se refere ao empreendedorismo social, que possui o intuito de empreender não apenas para gerar lucros, mas também para trazer melhorias a setores sociais, é evidente a necessidade de sua aplicação no combate à pobreza, visto o contexto de um país tão desigual quanto o Brasil. Entretanto, mesmo esse tipo de empreendimento sendo benéfico socialmente, não é amplamente utilizado por apresentar objeções que dificultam o crescimento dessas empresas sociais. Entre os fatores que causam essa dificuldade, destacam-se a burocracia brasileira e a necessidade de capital investidor.

Primeiramente, é possível destacar a dificuldade inserida pelo sistema burocrático brasileiro. Dados de pesquisas sobre empreendedorismo tradicional, como Doing Business 2014 e Relatório GEM 2013, sempre trazem como ponto negativo no Brasil as dificuldades burocráticas, pois, ações como abrir a empresa e obter licenças se tornam muito complexas para os empreendedores. O que torna a burocracia uma objeção ao empreendedorismo social, dificultando seu uso para ajudar no combate a desigualdade e a pobreza.

Ademais, observa-se assim como em qualquer tipo de empreendimento, a necessidade de um capital investidor. No entanto, o mercado atual ainda não possui muitos investidores disponíveis e interessados em empreendedores sociais, visto que esse tipo de empresa não visa o lucro. Por isso, em uma tentativa de minimizar o problema da falta de investimentos, o Sebrae e o Endeavor disponibilizaram cursos a distância sobre essa questão como forma de incentivar o empreendedorismo social.

Dessa forma, em vista do apresentado, é evidente que o Estado deve incentivar as pessoas a investirem no empreendedorismo social, informando sobre seus benefícios em causas sociais e no combate a desigualdade, por meio de campanhas sobre o tema. Além disso, deve estimular iniciativas de instituições, assim como as feitas pelo Sebrae e o Endeavor. E deve, também, reformular a burocracia de empreendimentos, para que esta deixe de ser um empecilho para os empreendedores. Tudo isso com o intuito de manter e aumentar o empreendedorismo social no Brasil, e consequentemente, mais causas sociais, como a pobreza, sejam amenizadas.