O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 31/03/2020

Na obra “Crítica e Crise”, o sociólogo Reinhart Koselleck proporciona uma reflexão sobre as relações comerciais e incentivo do Estado a partir da análise de processos que influenciaram o mundo contemporâneo. Nesse contexto, o empreendedorismo social pode ser uma opção viável para reduzir a pobreza no Brasil.

A princípio, a obra faz alusão ao contratualismo social de Rousseau; entretanto, ela propicia uma reinterpretação para explicar a necessidade de uma sociedade comprometida com bem da coletividade, ou seja, além do que já é de dever do Estado, a sociedade precisa tomar parte no processo do desenvolvimento dela mesma. Isso significa que o capital privado também pode gerar melhorias sociais ao mesmo tempo em que faz os negócios serem lucrativos para o empreendedor.

Outrossim, conforme reportagem divulgada na revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, o empreendedorismo social pode ajudar a melhorar a renda e a qualidade de vida de uma determinada população. Esse, segundo a reportagem, é o caso dos pescadores da cidade de Curú, Ceará, os quais formaram uma associação, conseguiram empréstimo como capital de giro e construíram o Mercado dos Peixes, que vende em grande quantidade para a capital cearense a preço competitivo além de gerar emprego e renda para os moradores da região.

Portanto, o governo, por meio de parcerias com bancos privados, pode reduzir a taxa de juros para empréstimos a esse perfil de empreendedor com o propósito de fomentar o desenvolvimento do negócio. Ademais, empresas do terceiro setor, como SENAC e FECOMERCIO, em parceria com o Estado, podem convocar as pessoas interessadas no assunto, por meio das redes socais, a montar grupos de orientação nos bairros da periferia e em pequenas cidades a fim de formar e desenvolver novos empreendedores voltados para esse segmento. Assim, o incentivo ao empreendedorismo social poderá reduzir a pobreza no Brasil e atenuar a crise outrora explanada por Koselleck.