O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 29/03/2020
Promulgada em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à dignidade e ao bem estar social.Todavia, problemáticas como o desemprego e a má distribuição de renda prejudicam o gozo pleno das prerrogativas tuteladas. Nessa perspectiva, evidencia-se a necessidade de intervenções estratégicas com o intuito de contornar o hodierno cenário.
Sabe-se que a erradicação da miséria deve ser missão prioritária das Nações que visem o contínuo progresso. Atualmente, apesar de estar entre as principais economias mundiais, é patente que no Brasil ainda existe muito trabalho a ser feito. De acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística em 2019 , a taxa de desocupação formal no país é superior a 11%, o que se traduz em mais de dez milhões de desempregados e denota urgência na busca por soluções.
Dessa forma, diante da extrema necessidade e no insucesso em lograr renda para auto-subsistência, generosa parcela da população enxerga a saída na abertura de empresa própria. Em meio a essa realidade, surgiu o conceito do empreendedorismo social, que além de bonificar o autor da ideia, acarreta melhorias para a sociedade, contrariando o célebre aforismo do realista Machado de Assis que diz que nem sempre aqueles que trabalham são recompensados pelo lucro que geram.
Destarte, depreende-se que o incentivo ao microempreendedor é imperioso na luta contra a pobreza. Logo, cabe ao parlamento a elaboração de base legal que facilite o acesso dos interessados ao crédito, mediante acordos firmados com bancos estatais, que isentem taxas de juros quando for comprovado o valor social. Ademais, é importante a realização de ostensiva campanha de conscientização em meio televisivo e virtual, guiada pelo Ministério da Economia, a fim de motivar os cidadãos a apoiarem essas empresas emergentes. Assim, será dado um passo precioso rumo à construção de um país mais igualitário e plural.