O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 04/04/2020

Na década de 90, o Brasil aderiu oficialmente a política do livre comércio expandindo, assim, suas possibilidades econômicas, fator que propiciou o empreendedorismo. Desde então, muitos são os brasileiros que viram em tal estratégia comercial uma chance de melhorar a sua qualidade de vida e saírem da pobreza. Sob essa ótica, o mercado empreendedor expandiu seus segmentos, um exemplo disso é o empreendedorismo social, que une o lucro a iniciativas sociais, políticas e ambientais. No entanto, a insuficiência de investimentos e apoio governamental, bem como estigmas sociais, dificultam a expansão de projetos que poderiam combater a pobreza e diversos outros problemas de cunho global, como o desemprego. Logo, são necessárias medidas capazes de garantir esses benefícios.

Em primeira análise, o empreendedorismo social caracteriza-se como uma maneira de desenvolver negócios que buscam igualdade social, através da promoção de oportunidades para a população mais carente, utilizando a criatividade e a empatia comunitária. Contudo, poucas são as ações públicas de incentivo a esses microempreendedores o que dificulta o surgimento de novos negócios e, por conseguinte, atenua o número de desempregados. De acordo com dados divulgados pelo o IBGE, em 2019, o Brasil tinha mais de 13,5 milhões de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza, com uma renda mensal de até 145 reais. Desse modo, é indispensável a adequação do Governo à causa.

Em segunda análise, para o autor do livro “Mude, você, o mundo”, Gabriel Cardoso, é possível associar a indústria as demandas sociais, para tal, é fulcral empreender de forma consciente, em prol do bem comum, da distribuição de renda, bem como da diminuição do desperdício dos recursos naturais. Todavia, ainda há um estigma social quanto a aplicação de capital em negócios de caráter ecológico ou humanitário, devido, sobretudo, a imposição dos interesses individualistas do mercado consumidor, em detrimento a adesão por tendências de descentralização do poder aquisitivo. Desse modo, é necessário o empenho da população em consumir produtos e serviços de marcas que preocupam-se com o desenvolvimento social, e promovem oportunidade aos mais pobres.

Portanto, em virtude da necessidade de utilizar ferramentas eficazes para que haja uma redução nos índices de pobreza no Brasil, faz-se preciso que o Ministério da economia, consoante ao Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE), invistam financeiramente, por meio do remanejamento de verbas públicas destinas ao setor microempresarial, no empreendedorismo social - a julgar a efetividade das oportunidades criadas por tais iniciativas e o impacto positivo dessas na descentralização comercial - além de preconizar a publicidade para conscientizar a população acerca da importância desse mercado, afim de promover uma ascensão social maior que a proposta em 1990.