O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 15/04/2020

Embora a Constituição Federal de 1988 assegure o respeito à dignidade humana , sabe-se que na realidade brasileira , o direito não é promovido para todos os cidadãos , principalmente no que tange a isenção da pobreza. Isso se deve , sobretudo, ao crescimento da desigualdade econômica e à negligência governamental perante esse cenário . Em face disso, destaca-se a necessidade de se combater essa transgressão , por meio de medidas estatais e sociais intervencionistas contra tal situação.

Primordialmente , é de suma importância evidenciar que  as cidades brasileiras foram construídas sobre um viés elitista e segregacionista, de modo que as regiões  com Índice de Desenvolvimento Social e Econômico  baixo  são constituídas por pessoas , em sua maioria, vítimas da miséria. Essa conjuntura , ainda é pertinente na sociedade hodierna, uma vez que   cerca de 13 milhões de brasileiros vivem na extrema pobreza , de acordo com Instituto  Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE) , sendo este valor crescente e recorde . Nessa  perspectiva ,  a segregação social , visto como uma característica da sociedade brasileira , pelo autor Sérgio  Buarque , no livro ‘‘Raízes do Brasil’’ ,  faz-se presente nos dias atuais , por privar a população dos  seus direitos básicos. Desse modo , é fundamental que  o Estado   aplique mais verbas nas ações dos empreendedores , já que os mesmos objetivam solucionar problemas sociais.

Outrossim , é imprescindível  salientar que o Governo tem um má gerenciamento  da renda , uma vez que gera diversos benefícios para os elitistas e precariza as necessidades básicas dos demais. Segundo Karl Marx ,na obra ‘‘Capital’’, o Estado é um comitê que gera os negócios comuns da burguesia , propiciando o proletariado a desigualdade social. Nesse contexto, percebe-se que o governo brasileiro é cúmplice desses valores , tornando os pobres  privados da dignidade humana. Dessa forma, é importante que mais pessoas  tornam-se  participantes dessas ações beneficiadoras , pois são capazes de diminuir essa desigualdade catastrófica.

Portanto , são necessárias medidas que visem mitigar esse cenário hodierno. Para tanto , urge que o  Ministério da  Saúde invista mais recursos financeiros no âmbito do empreendedorismo social  , os quais visam o bem comum,por meio das parceiras públicas e privadas, nas quais  o investimento será dividido igualitariamente , a fim de propiciar  a eficácia dos direitos básicos universais . Somente assim, a Constituição brasileira  proporcionará  com eficácia a dignidade humana.