O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 02/06/2020
No filme “A procura da felicidade”, Christopher um homem desempregado que é abandonado pela esposa e passa a viver em uma estação de metrô com seu filho de 5 anos. Essa biografia da vida de Chris Gardner, atual bem sucedido empresário que após tantas dificuldades passou a ajudar outros empreendedores, exemplifica a importância do empreendedorismo social na vida de cidadãos de baixa classe socioeconômica. Entretanto, o empreendedorismo social brasileiro para o combate a pobreza enfrenta diversos entraves, sobretudo devido a alta carga tributária sobre as grandes empresas e a falta de planejamento empresarial dos microempreendedores.
Em primeira analise, o Brasil é um dos países com mais impostos, de acordo com pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário (IBPT). Nesse contexto, os grandes empreendedores tem seus negócios sufocados pelos impostos, ocasionando alta nos preços o que prejudica as vendas ou cobrança por serviços prestados. Por conseguinte, qualquer tipo de auxilio concedido ás famílias de baixa renda acaba sendo escasso, dessa forma o sistema tributário brasileiro acaba inibindo ações que seriam benéficas para a economia nacional.
Outrossim, pesquisa realizada em 2019 pela revista Exame exibe que o número de microempreendedores no Brasil chega a 38 %, maior índice na BRICS, sendo o 2° a China com 27% de empreendimentos. Contudo, para obtenção de sucesso na vida empresarial é necessário planejamento através da identificação proposta pela análise FOFA ( Forças, Oportunidades, Fraquezas e Ameaças), o qual não é de conhecimento geral, mas somente daqueles que estudaram empreendedorismo, sendo inacessível a parte da população.
Portanto, o fracasso empresarial é muito provável, o que torna uma população sem recursos ainda mais endividada. Dado isso, é essencial que o Estado, por meio do Ministério da Economia, faça uma reorganização nas norma de empreendimento atuais de modo a diminuir a carga tributaria, com o fito de promover uma facilitação ao empreendedorismo social. Concomitantemente, os governos estaduais devem, por meio de programas como o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequenas Empresas, expandir o consentimento de crédito depois de uma formação nas bases do empreendedorismo, evitando o fracasso empresarial. Dessa forma, possibilitando o crescimento dos empresarios da Nação.