O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 01/05/2020

Em sua célebre obra “Utopia”, Thomas More fala de um lugar ideal, onde não há sofrimento ou qualquer problema social. Contudo, na contemporaneidade brasílica, essa realidade relatada pelo antigo pensador esta longe de ser alcançada, tendo em vista a dificuldade do empreendedorismo social e o combate à pobreza. Dito isso, faz-se necessário debater as causas e consequências da temática visando minimizar o problema.

Diante de tal cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que uma das maiores dificuldades encontradas pelos empreendedores são as altas taxas de juros que os bancos cobram pelos empréstimos e linhas de crédito concedidos. Isso ocorre, porque conforme o sociólogo alemão Karl Marx propõe em seu livro ‘‘O Capital", o homem moderno tem o espirito de enriquecimento visando lucrar, dificultando, assim, a abertura de novas empresas que dependem de capital de bancos. Desse modo, é cada vez mais raro empresas pro desenvolvimento da população e combate à pobreza no país, sendo que de acordo com o IBGE o  número dessas instituições caíram 14% em 2016 em comparação ao ano de 2013.

Além disso, deve-se dizer que  a falta de empresas sociais compromete a eliminação da miséria no Brasil. Nesse sentido, é importante lembrar que o empreendedorismo  social tem a responsabilidade no desenvolvimento de comunidades e populações que vivem abaixo da linha da pobreza, oferecendo produtos mais acessíveis, ou ajudando financeiramente através da renda adquirida pelo seu negócio. Em contrapartida a isso, a fome, as péssimas condições sanitárias podem ser real entre diversas populações , como em periferias, por causa dos altos valores cobrados pelos produtos e serviços que muitas das empresas,que objetivam o lucro, oferecem para as pessoas. Essa situação está de encontro ao pensamento do filósofo grego Aristóteles , que diz que as ações sociais éticas devem visar o bem comum.

Por fim,  percebe-se vários dilemas relacionados ao empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil. Assim, O Governo Federal, órgão proprietário de muitas ações bancárias,como no Banco do Brasil, juntamente com bancos privados, devem conceder linhas de crédito mais acessíveis aos empreendedores sociais, por intermédio de jurus mais baixos e melhores formas de pagamento, com o objetivo de que empresas filantrópicas cresça no país levando melhores condições de vida para os mais necessitados. Ademais, a mídia com seu alto poder persuasivo, deve informar à população sobre os benefícios do empreendedorismo social, tais como o desenvolvimento de comunidades, por meio de campanhas a serem divulgadas nos diversos espaços, como rádio, com fito de  combater a fome a falta de saneamento dentre outras patologias sociais.Só assim, o lugar ideal será alcançado no Brasil.