O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 03/05/2020

Em sua célebre obra “Utopia”, Thomas More fala de um lugar ideal, onde não há sofrimento ou qualquer problema social. Contudo, na contemporaneidade brasílica, essa realidade relatada pelo antigo pensador está longe de ser alcançada, tendo em vista a dificuldade do empreendedorismo social e o combate à pobreza. Dito isso, faz-se necessário debater as causas e consequências da temática, visando minimizar o problema.

Diante de tal cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que uma das maiores dificuldades encontradas pelos empreendedores são as altas taxas de juros que os bancos cobram pelos empréstimos e linhas de crédito concedidos. Isso ocorre porque, conforme o sociólogo alemão Karl Marx proprõe em seu livro “O Capital”, o homem moderno tem o espírito de enriquecimento visando lucra, dificultando, assim, a abertura de novas empresas que dependem do dinheiro de empresas bancárias. Desse modo, é cada vez mais raro a abertura de estabelecimentos pró desenvolvimento da população e combate à pobreza no país, sendo que, de acordo com o IBGE, o número dessas instituições caíram 14% no ano de 2016 em comparação ao ano de 2013.

Além disso, deve-se dizer que a falta de empresas sociais compromete a eliminação da miséria no Brasil. Nesse sentido, é importante lembrar que o empreendedorismo social tem a responsabilidade no desenvolvimento de populações que vivem abaixo da linha da pobreza, oferecendo produtos mais acessíveis, ou ajudando financeiramente através da renda adquirida pelo seu negócio. Em contra partida a isso, a fome e as péssimas condições sanitárias podem ser real entre diversas populações, como em periferias, por causa dos altos valores cobrados pelos produtos e serviços que muitas das empresas, que objetivam o lucro, oferecem às pessoas. Essa situação está de encontro ao pensamento do filósofo grego Aristóteles, que diz que as ações sociais éticas devem visar o bem comum.

Por fim, percebe-se vários dilemas relacionados ao empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil. Assim, o Governo Federal, órgão proprietário de muitas ações bancárias, como no Banco do Brasil, juntamente com bancos privados, devem conceder linhas de crédito mais acessíveis aos empreendedores sociais, por intermédio de juros mais baixos e melhores formas de pagamento, com o objetivo de que empresas filantrópicas cresçam no país levando melhores condições de vida para os mais necessitados. Ademais, a mídia, com seu alto poder persuasivo, deve informar à população sobre os benefícios do empreendedorismo comunitário, tais como o desenvolvimento de periferias , mediante  campanhas a serem divulgadas nos diversos espaços, como rádio, com fito de combater a fome e a falta de saneamento dentre outas patologias sociais. Só assim, o lugar ideal será alcançado no Brasil.