O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 17/05/2020

De acordo com Joseph Schumpeter, economista austríaco, o empreendedorismo é fundamental para acionar o motor capitalista, uma vez que promove métodos eficientes e corrobora para o surgimento de novos mercados. Dessa forma, promove o desenvolvimento econômico, sendo benéfico tanto para a economia nacional quanto para auxiliar no combate à pobreza. Nesse sentido, a atuação estatal, por meio de políticas econômicas, e o incentivo à educação financeira mostram-se favoráveis ao desenvolvimento do empreendedorismo brasileiro.

Em primeira óptica, é fato que a atuação estatal na valorização e auxílio das microempresas mostram-se vantajosas no combate à pobreza no Brasil. Nesse viés, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas (Pronampe) visa amparar os empreendedores por meio de vantagens tributárias, a fim de favorecer o sistema econômico produtivo. Por conseguinte, o Estado é visto como indispensável para o soerguimento e garantia da ordem econômica.

Ademais, é válido ressaltar os impactos da educação financeira no ambiente socioeconômico. Conforme a pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Educação Financeira (ABEFIN), os estudantes que possuem contato com a educação financeira desenvolvem hábitos de consumo conscientes e atuam no planejamento financeiro familiar. Assim sendo, a inclusão do tema na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é benéfica para o desenvolvimento do empreendedorismo. Nessa perspectiva, o ciclo de pobreza e miséria poderá ser combatido, tornando inviável a situação vivida por Fabiano e sua família no livro “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.

Infere-se, portanto, que o Estado atue como protagonista a fim de garantir o amparo necessário ao empreendedorismo e ao combate à pobreza. Logo, cabe ao Ministério da Economia (ME) atuar na estrutura administrativa do Brasil, por meio de políticas nacionais, visando estabelecer vantagens econômicas, seja na menor taxação tributária, seja na maior disponibilidade de créditos, a fim de desenvolver e fortalecer os pequenos negócios. Não obstante, cabe ao Ministério da Educação (MEC), em parceria com o ME, atuar no ambiente escolar, com intuito na fiscalização do cumprimento da BNCC, corroborando para a conscientização financeira da população. Assim, será possível promover o desenvolvimento econômico, tal como proposto por Schumpeter.