O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 20/05/2020
Desemprego. Miséria. Serviços públicos precários. Todos esses elementos compõem a realidade de muitas brasileiros e contribuem para a intensificação da pobreza no país. Embora, o empreendedorismo social - empreendimentos que não visam apenas a rentabilidade e também buscam gerar impactos sociais - esteja buscando atenuar essa situação, é preciso que mais pessoas invistam nesse estilo de negócio para gerar um resultado significativo de modo nacional.
A princípio, é fato que o Brasil é um dos países mais desiguais socialmente no mundo, tanto que apenas 1% da população é representada pelo ricos e, segundo o Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), ele ocupa sétimo lugar no ranking de países mais socioeconomicamente desiguais. Nesse sentido, iniciativas da classe alta e das mais baixas, que buscam ajudar a população mais pobre são realmente importantes. Assim, o microcrédito adotado por algumas grandes empresas, como: o Itaú e a Caixa, possibilitam disponibilizar oportunidades a essas pessoas de reerguer ou criar seu próprio pequeno negócio por meio de um pequeno empréstimo. Desse modo, elas possam se estabilizar economicamente e gerar lucro a essa empresa.
Além disso, outro empreendedorismo social que se tornou crucial para uma parcela da população extremamente carente e prejudicada é a Feira Preta, local de encontro onde ocorre troca de produtos, conhecimentos e serviços exclusivamente da cultura afro-brasileira. A partir disso, esse grupo de pessoas que foram e ainda são colocados à margem da sociedade, conquistaram seu lugar econômico, cultural e social. Logo, essas trocas comerciais geram renda para a pessoas carentes envolvidas e para a empresa que investe nesse festival.
Torna-se evidente, portanto, que é de grande necessidade a criação e a prática de projetos de empreendedorismo social no Brasil. Assim, cabe as empresas interessadas estimularem a criação desses projetos, por meio de pesquisas locais sobre as maiores necessidades da comunidade carente, a fim de projetar um programa que cause um impacto social de um problema emergente e seja rentável para a própria empresa. Além disso, é responsabilidade do Governo criar propagandas que dê maior visibilidade a esses projetos, assim, despertando o interesse para que outras empresas adotem essa prática. Dessa forma, é possível atenuar de forma gradual a pobreza e a desigualdade social no Brasil.