O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 20/05/2020
De acordo com a revista Abril, recentemente, em 2017, a Companhia de Bebidas das Américas, Ambev, investiu em projetos para auxiliar a população do semiárido em sua luta contra a escassez hídrica. Certamente, essa iniciativa foi um grande passo na luta das minorias sociais em busca de seus direitos. Nessa perspectiva, há mais de 30 anos surgiu o denominado “empreendedorismo social”, no qual, com o objetivo de ampliar o mercado financeiro, grandes empresas auxiliam microempreendedores a iniciar seus negócios, por meio de investimento monetário. Nesse âmbito, decerto, essa medida é importante na sociedade brasileira devido ao alto índice de desigualdade social existente na população somado à negligência do Governo em relação a essas causas.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o empreendedorismo social é uma ferramenta indispensável devido à desigualdade social no país. Nesse sentido, considerado, em 2018, pela Organização das Nações Unidas, ONU, como um dos dez países mais desiguais do mundo, o Brasil possui a maior parcela de sua população pertencente às camadas mais baixas da sociedade. Nesse cenário, cidadãos com poucas condições financeiras são impedidos de iniciar seus negócios devido à falta de recursos. A exemplo disso, segundo a Confederação Nacional da Indústria, CNI, quase 80% dos empreendedores tiveram dificuldades para suster seus negócios em razão da alta taxa de jurus.
Além disso, vale salientar que a falta de investimento governamental é mais um obstáculo para o desenvolvimento da nação. Nesse contexto, a assistência por parte do Governo, bem como a aplicação financeira, é um instrumento fundamental para a evolução social do país, visto que o empreendimento é, para grande parte da população, uma oportunidade de sair da pobreza. Nessa lógica, no entanto, a falta de assistência governamental representa um regresso social no Brasil. Como prova disso, ano de 2020, em meio à pandemia do Coronavírus, de acordo com o Estadão, mais de 75% das pequenas empresas que enfrentaram crises não tiveram acesso à ajuda emergencial do Governo.
Em síntese, a alta taxa de desigualdade social no Brasil, associada à inércia do Governo, é um empecilho para o desenvolvimento econômico nacional. Portanto, cabe ao Ministério da Economia, ME, por intermédio do projeto “Mais Empresas”, que garante ao empreendedor empréstimos a jurus baixos e manutenção dos impostos, assistir os pequenos empresários, a fim de facilitar a entrada da dos cidadãos no mercado financeiro. Ademais, mediante veículos comunicativos de amplo alcance, como televisão e redes sociais, o ME deve informar a população a respeito do projeto, com o intuito de incentivar o crescimento das empresas no país. Dessa forma, com essas medidas, espera-se colaborar com o empreendedorismo social e, assim, combater a pobreza no Brasil.