O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil

Enviada em 29/05/2020

A partir da década de 1990, a globalização passou a ter maior impacto na economia brasileira. Assim, revelando seus desdobramentos paradoxais, que geram riquezas mas também muita pobreza tanto estrutural como política. Sob esse aspecto, hodiernamente, a prática do empreendedorismo social se mostra como uma importante ferramenta frente a necessidade de mudar o cenário causado pelos impactos da globalização, embora enfrente entraves. Nesse viés, convém a analisar os benefícios dos serviços prestados e o problema a ser superado por essa prática.

Em primeiro plano, é válido ressaltar que o empreendedorismo social tem como fundamento principal articulação coletiva para suprir interesses comunitários. Nesse sentido, o sociólogo Auguste Conte defende que, a sociedade é como um organismo vivo e que para que funcione bem todas as partes precisam estar em harmônia. Sendo assim, as empresas filantrópicas apresentam uma racionalidade diferenciada quanto a visão de mundo gerando uma nova postura no enfrentamento das desigualdades, oferecendo à camada marginalizada da sociedade oportunidades reais de mudança cumprindo a teoria de Conte. Dessa forma, é razoável  que o empreendedorismo social é uma alternativa emergente para o desenvolvimento humano e a emancipação social brasileira.

Entretanto, é evidente que a omissão do Estado quanto a diminuição da burocracia dificulta e atrasa os processos para o empreendedor. De acordo com uma pesquisa publicada pelo Banco Mundial , o empresário brasileiro gasta aproximadamente 2000 horas por ano para cuidar dos trames burocráticos. Ocorre que, as empresas sociais esbarrando na inoperância estatal perdem tempo que poderia ser utilizado para aprimorar seus serviços e também são desestimuladas a expandirem e cumprirem seus papéis comunitários. Desse modo, enquanto os governantes não contribuírem de forma eficiente com a desburocratização , o empreendedor social não ascenderá no país.

Infere-se, portanto, que o Governo Federal deve modificar a realidade para que o empreendedorismo social combata de forma concreta a pobreza no Brasil. Logo, o Ministério da Economia em parceria com as Secretárias Estaduais devem criar com urgência por meio de investimentos públicos centrais de atendimentos onlines que ofereçam gratuitamente acesso a Junta Comercial , a Secretária da Fazenda e a Receita Federal permitindo diminuir o excesso de processos enfrentados pelos empresários e otimizar o tempo gasto ,além de conceder apoio financeiro para  facilitar e incentivar a abertura e a manutenção de empresas sociais. Com efeito, tais medidas as companhias sociais poderão crescer e mitigar a pobreza, resquícios da globalização.