O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 09/06/2020
O Imperativo Categórico Kantiniano defende que a empatia social deve ser fomentada pelo indivíduo a partir de suas condutas. Tal premissa filosófica se relaciona a prática de empreendedorismo social que consiste no investimento em projetos de comunidades ou pequenos negócios, com o intuito lucrativo e de beneficiamento da população ao combater a desigualdade hodierna, todavia, as difíceis condições de empréstimo e o desinteresse dessa ação solidária, prejudicam a disseminação dessa conduta no meio empresarial.
Concernente à temática dos altos juros e curtos prazos com os empréstimos, os auxílios que microempresas podem receber são considerados como uma problemática futura. Essa assertiva possui base nas exigências para concessão do investimentos, como o limitado tempo para ressarcimento, a comprovação de garantias materiais e a dívida após a aplicação de juros, o que dificulta a obtenção dessa iniciativa, perpetuando uma concentração financeira de uma elite industrial. Tal panorama desestimula a circulação de capital e, por conseguinte, a economia brasileira, tese defendida pelo empreendedor norte americano Henry Ford ao definir a economia como a habilidade de empregar o dinheiro e, dessa maneira, há uma manutenção do quadro de desigualdade da distribuição de renda.
Ademais, a reduzida atuação de organizações nesse auxílio social é uma dificuldade para a difusão dessas políticas. Essa proposição implica na cultura individualista de muitas empresas que objetivam somente o retorno financeiro, isto é, o desenvolvimento de técnicas de gestão para a promoção de projetos que assista a população é uma disposição pouco motivada no ambiente dessas companhias, realidade que exige uma modificação, haja vista os benefícios obtidos com essa ação humanitária e relevante no Brasil, pelo contexto de marginalização de muitos grupos urbanos.
Portanto, é imprescindível a ação do governo e da mídia para ampliar a atuação do empreendedorismo social no país. Para tanto, o Estado deve auxiliar no financiamento que indústrias conferem a microempresas e pessoas jurídicas, mediante o parcelamento da dívida entre o empreendimento e o órgão governamental, a fim de facilitar essa transação. Outrossim, a mídia televisiva e online deve difundir essa prática social, por intermédio da divulgação de companhias adeptas a esse trabalho e as melhorias econômicas provenientes desses projetos humanitários, para estimular a sua popularização. Logo, o Imperativo Categórico será uma ideologia mais presente nos setores do comércio brasileiro.