O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 16/06/2020
Empreendedorismo social é um tipo de negócio que é lucrativo e ajuda a combater a pobreza ao mesmo tempo, pois foca em um problema social e busca oferecer produtos e serviços que o solucione; ou seja, gera inclusão, renda, e é economicamente rentável. Entretanto, apesar das vantagens, lançar-se a esse tipo de projeto não é tão comum no Brasil , pois as altas taxas de juros em financiamentos de pequenas empresas e a falta de conhecimento sobre esse conceito dificulta a adesão da população. Por isso é importante que haja uma reforma tributária e um maior esclarecimento sobre esse assunto.
Nesse contexto, o projeto “Menos um lixo” - da ativista ambiental Fernanda Cortez - vende copos reutilizáveis, feitos no Brasil, que podem ser adquiridos a baixo custo e em pequena quantidade para revenda, com o objetivo diminuir o descarte de lixos sólidos no meio ambiente. Esse exemplo ilustra muito bem como um negócio pode ser lucrativo, gerar renda, e solucionar problemas sociais. Contudo, segundo o SEBRAE, as altas taxas de juros bancários desestimulam aqueles que querem começar um pequeno empreendimento desse tipo, ou seja, o capital de giro inicial para qualquer projeto é pouco acessível e impede muitos de usufruírem dessa oportunidade de sair da pobreza. Logo, é necessário maior protagonismo dos órgãos reguladores da economia do país.
Outro aspecto a ser abordado, é que as empresas sociais além de serem economicamente sustentáveis elas criam um senso de responsabilidade coletiva em torno de uma causa maior. Contudo, muitas pessoas tem dificuldade teórica e operacional na hora de abrir uma empresa, pois segundo a Confederação Nacional de Jovens Empresários, a falta de qualificação é uma das principais barreiras para o jovem empreender no Brasil. Isso é ocasionado principalmente pela ausência da formação empreendedora no currículo escolar da maioria dos brasileiros. Esse fato inviabiliza a iniciativa de muitas pessoas que querem ajudar a comunidade e obter lucros com isso, pois esbarram na ausência habilidades necessárias, como conhecimento mercadológico e financeiro. Então, é importante que o Ministério da Educação suprima essa carência.
Á luz dessas considerações, percebe-se que a alta taxas de juros e a falta de qualificação empresariam dificultam a adesão ao empreendedorismo social. Então, uma maneira e elucidar essa questão é que o Governo Federal faça uma reforma tributária, por meio de uma Emenda Constitucional, em uma parceria público privada com os setores interessados, a fim de facilitar o financiamento de pequenas empresas. Além disso, o Ministério da Educação deve incluir educação financeira e empresarial como disciplina optativa no currículo escolar dos jovens afim de qualifica-los. Dessa maneira será possível, assim como a Fernanda Cortez, ter lucratividade e combater a pobreza.