O empreendedorismo social e o combate à pobreza no Brasil
Enviada em 07/06/2020
No Brasil, o empreendedorismo social apresenta grande papel para na inclusão total da sociedade, questão de ordem sociocultural. Tal medida populista, devido não só ao expoente que ela proporciona ao combate à pobreza, mas também à sua atuação positiva na edificação de uma realidade harmoniosa, influencia diretamente os setores mais desprivilegiados. Dessa forma, construir meios colaborativos, cujo propósito seja ampliar o empreendedorismo social e auxiliar no seu desenvolvimento, mostra-se necessário urgentemente.
Nesse sentido, mesmo sem grade lucratividade, é esse ideal que garante o sustento de famílias mais pobres. Sob essa perspectiva, o baixo retorno financeiro pode não proporcionar vidas luxuosas, mas auxilia diretamente na subsistência de indivíduos economicamente frágeis. Como retratado no filme Catadores de História, dirigido por Tânia Quaresma, a vida de catadores depende diretamente do material arrecadado por cada um, mesmo nas condições difíceis e insalubres de lixões e aterros sanitários. Sob essa ótica, consideramos o serviço de coleta de resíduos como um empreendedorismo social propiciado por empresas de reciclagem e vemos seu crescimento no Brasil, chegando à uma variação de 400 a 600 mil catadores, segundo o Ipea. Desse modo, observamos que o empreendedorismo social combate à pobreza dos mais vulneráveis, ajudando em seus sustentos.
Ademais, outra característica positiva desse ideal é o estímulo à uma carreira profissional. Sob essa visão, na vertente da edificação de uma sociedade harmoniosa, ele oferece trabalho e possibilita o emprego à quem precisa. Tais efeitos são evidentes em eventos como a Taça das Favelas, torneio de futebol organizado anualmente pela CUFA que tem por objetivo distanciar os jovens das ruas por meio do esporte, a qual garante lucro por meio das transmissões de jogos e ingressos vendidos no estádio. A exemplo disso, podemos citar a contratação do jovem Ronald, morador do Rio de Janeiro, pelo clube carioca Flamengo, após o seu destaque como melhor jogador e artilheiro da Taça das Favelas em sua edição de 2019. Dessa forma, o empreendedorismo social, presente na organização de torneios como o citado, auxilia indiretamente na inserção de indivíduos no mercado de trabalho.
Destarte, cabe ao governo, na pessoa do Ministério do Trabalho, e às empresas privadas ampliar o alcance do empreendedorismo social por meio da criação de mais eventos e serviços desse natureza, como a Taça das Favelas, objetivando amparar o maior número possível de indivíduos das classes mais baixas e contribuir positivamente para o aumento da igualdade social no país. Desse modo, conseguir garantir o crescimento desse aspecto significaria garantir um passo consideravelmente grande em direção à igualdade social brasileira.